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Brasília - A estratégia traçada pelo comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) para recuperar os votos perdidos após a polêmica sobre o aborto prevê um discurso de "valorização da vida" por parte da candidata do PT à Presidência. O novo tom aparecerá já na reestreia do programa de tevê de Dilma, na sexta-feira, como um antídoto contra a perda de votos no segmento do eleitorado religioso.

"Eu considero muito importante afirmar que o meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é a favor da vida", afirmou ontem Dilma, que reafirmou ainda ser de família católica. "Eu sou e sempre fui a favor da vida. Se não fosse assim, não tinha colocado a minha vida em risco em determinado momento", emendou, numa referência à luta travada por ela contra a ditadura militar.

Desde a última semana de campanha, no primeiro turno, a candidata do PT tem reiterado que é contra a legalização do aborto, na tentativa de estancar a sangria de votos entre cristãos. No último dia 29, ela se reuniu, em Brasília, com líderes católicos e evangélicos. O presidente Lula chegou a gravar um comercial dizendo que Dilma estava sendo vítima de boatos infundados, vindos do "submundo da política".

Mas a avaliação da campanha da petista é de que isso foi insuficiente. Agora, a estratégia consiste em tratar o assunto pelo lado da família.

"Nós não vamos ficar reféns de uma falsa polêmica, levantada de maneira pouco ética por nossos adversários e disseminada de forma insidiosa", disse o secretário-geral do PT, José Eduardo Martins Cardozo (SP), um dos coordenadores da campanha.

Em várias reuniões ao longo dos dois últimos dias, com Lula e Dilma, governadores da base aliada também foram incumbidos de procurar os bispos e padres para reverter a onda contrária a Dilma na Igreja Católica.

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