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Lavagem de dinheiro

Bibinho é preso em operação do MP contra lavagem de dinheiro

Ex-diretor geral da Alep e dois filhos dele foram detidos

  • PorDiego Ribeiro e Katia Brembatti
  • 28/11/2014 10:17
Bibinho e Edivan momentos antes de serem presos no aeroporto de Brasília, nesta sexta-feira | Reprodução
Bibinho e Edivan momentos antes de serem presos no aeroporto de Brasília, nesta sexta-feira| Foto: Reprodução

O ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, 74 anos – conhecido como Bibinho –, foi preso quando recebia cerca de R$ 70 mil suspeitos em uma mala no Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek de Brasília, no final da manhã desta sexta-feira (28). A prisão faz parte da operação "Argonauta", desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná. Ele foi detido por força de um mandado de prisão temporária.

Foram presos também dois filhos dele: Luciana de Lara Abib, 30 anos, e Eduardo Miguel Abib, 32, em Curitiba. Outros suspeitos, Edivan Bataglin e Sandro Bataglin, também foram detidos. Edivan é o homem que entregava o dinheiro a Bibinho no aeroporto. A operação está cumprindo 14 mandados de busca e apreensão, além de cinco de prisão temporária, no Paraná, Amapá, Rio Grande do Sul e Goiás, com apoio dos Gaecos locais.

Outra filha de Bibinho, Isabel Stein Miguel, 39, tem contra si um mandado de condução coercitiva em Curitiba. Pelo mesmo instrumento, o Gaeco ouvirá esclarecimentos Djalma Vieira de Souza e Benedito Henrique Reginato, moradores de Macapá, capital do Amapá, e de Caxias do Sul, na serra gaúcha.

Todos são suspeitos de estarem envolvidos no esquema lavagem de dinheiro investigado pelo Gaeco. Luciana é filha de Bibinho e apontada como principal testa de ferro do ex-diretor da Alep na administração de bens supostamente lavados.

A investigação apontou o uso de uma rede de empresas e contas bancárias que não havia sido bloqueadas em decisões judiciais anteriores – para tentar garantir que parte do dinheiro desviado da Assembleia Legislativa do Paraná pudesse ser devolvido aos cofres públicos. Mesmo tecnicamente sem direito a movimentar recursos que não os da própria aposentadoria, Bibinho continuaria recebendo dinheiro de empresas que teriam sido estrategicamente colocadas em nome de outras pessoas.

O Gaeco identificou cinco empresas supostamente usadas para lavar dinheiro. Por isso, a Justiça já decretou bloqueio dessas empresas, outras propriedades, contas bancárias e a produção das propriedades agrícolas da família Miguel.

O advogado de Bibinho, Eurolino dos Reis, foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se pronunciar nesta sexta-feira.

Empresas

O Gaeco identificou cinco empresas supostamente usadas para lavar milhões de recursos desviados do estado do Paraná. Por isso, a Justiça já decretou sequestro dessas empresas, outras propriedades, contas bancárias e produção das propriedades agrícolas da família Miguel.

Série Diários Secretos

A série Diários Secretos, revelada pela Gazeta do Povo e RPC-TV, analisou 724 edições do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Paraná, publicadas entre 1998 e 2009. O levantamento durou dois anos e desvendou um esquema criminoso de desvio de dinheiro que, segundo estimativas do Ministério Público, que ultrapassa R$ 200 milhões.

Os recursos públicos, como mostrou a investigação, eram desviados por meio da contratação de servidores fantasmas ou laranjas – muitos dos quais parentes dos envolvidos. O esquema foi ocultado durante décadas da sociedade, por meio de uma série de entraves criados pela própria Assembleia para a divulgação dos diários oficiais da Casa, onde eram oficializadas as contratações dos funcionários que não trabalhavam.

O ex-diretor-geral da Alep já foi condenado duas vezes [em janeiro e abril deste ano] em processos julgados contra pelos Diários Secretos. Ele ainda não estava preso em razão das condenações não terem transitado em julgado. Se somadas as penas pela Vara de Execuções Penais, Bibinho tem contra si 37 anos, 11 meses e 10 dias de prisão. As duas condenações se referem aos crimes de peculato (apropriação de dinheiro público), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

"Argonauta"

O nome da operação faz referência aos tripulantes do navio "argo", da mitologia grega, que buscavam o velocino de ouro.

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