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Ciência política

Estudo vincula popularidade de presidentes a momentos econômicos

  • Agência O Globo
 
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Tradição nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, modelos que analisam as intenções de voto para estimar o resultado das eleições começam a aparecer no Brasil. Para este ano, que o país tenha menos tradição estatística e que os cientistas políticos ainda se mostrem cautelosos e não sejam tão assertivos, os estudos têm analisado séries históricas para estimar quem vencerá.

Cientistas políticos e professores da Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro (FGV-Rio), Cesar Zucco e Daniela Campello criaram um modelo que se baseia em algumas variáveis estruturais. Entre elas, estão a série histórica de popularidade dos presidentes e a economia, destacando que “variáveis econômicas internacionais afetam fortemente a economia doméstica, que por sua vez influencia o eleitor”.

“O modelo não é para prever, mas para entender um conjunto de eleições”, diz Zucco, fazendo a ressalva de que, “ainda que as eleições sejam realmente previsíveis por fatores estruturais, não quer dizer que a política não importe”, já que as preferências dos eleitores variam ao longo das campanhas.

Daniela diz que “presidentes sul-americanos têm chance bastante alta de serem reeleitos ou de eleger seus sucessores em períodos em que o cenário externo é favorável”. “A chance de perder é alta quando o cenário é desfavorável. Isso acontece porque eleitores percebem que a economia vai bem e votam no governo. O que eles não sabem, no entanto, é que grande parte da economia ir bem ou mal depende de fatores que estão fora do controle do governo”, explica ela.

Por isso, diz a cientista política, muitas vezes os eleitores punem presidentes “azarados”, que governam em cenários desfavoráveis, e premiam os “sortudos”, que governam em cenários favoráveis. “No Brasil, em particular, a variação de preços de commodities e de juros americanos explica quase 70% da variação da popularidade dos presidentes, em uma série mensal que vai de Sarney a Dilma”.

Daniela explica que o fenômeno acontece por conta do papel do Brasil na economia mundial: “O país é exportador de commodities e com baixa poupança interna. Daí, é extremamente vulnerável a variações no preço das commodities e das taxas de juros americanos”.

Ao comentar seu modelo, Zucco conta que, partindo da análise da série histórica, a presidente Dilma Rousseff (PT) já estaria, há algum tempo, abaixo do que seu modelo prevê: “Nosso modelo previa uma popularidade mais alta neste momento, que cairia suavemente até as eleições, até por volta de 40%, 45%. E, embora popularidade não se traduza em voto diretamente, evidências indiretas sugeririam um votação semelhante à popularidade. Então, seria uma eleição competitiva, mas com grande probabilidade de vitória para o governo”.

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