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Pedro Corrêa, ex-presidente do PP. | IVONALDO ALEXANDRE/GAZETA
Pedro Corrêa, ex-presidente do PP.| Foto: IVONALDO ALEXANDRE/GAZETA

O depoimento de João Alberto Pizzolatti Junior (PP) ao juiz federal Sergio Moro, à frente das ações penais da Lava Jato, durou cerca de 5 minutos, nesta terça-feira (18). Pizzolatti é ex-deputado federal por Santa Catarina e foi chamado como testemunha de defesa do ex-presidente do PP e ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), réu em uma ação penal da Lava Jato em trâmite na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba desde maio último.

Apenas a defesa de Pedro Corrêa fez perguntas a Pizzolatti, que também é um dos investigados da Lava Jato. Questionado sobre se Pedro Corrêa mantinha poder de influência dentro da bancada do PP na Câmara Federal mesmo após sua cassação, em 2006, Pizzolatti respondeu apenas que “o que eu posso dizer é que ele era um deputado querido por todos da bancada”.

Na sequência, Pizzolatti também afirmou que desconhecia qualquer articulação promovida por Pedro Corrêa junto à bancada, como trancar a pauta da Casa, por exemplo, na tentativa de pressionar pela nomeação de Paulo Roberto Costa na Petrobras. O ex-parlamentar de Santa Catarina afirmou ainda que as indicações de nomes aos cargos da Petrobras cabiam às lideranças do PP e à direção nacional da legenda.

Nesta terça-feira (18), Pizzolatti foi ouvido por videoconferência. Ele ocupa hoje o cargo de secretário extraordinário de Articulação Institucional e Promoção de Investimentos, no governo de Roraima.

Pedro Corrêa foi cassado em 2006, na esteira do mensalão. Agora, ele se tornou réu da Lava Jato porque, conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), seria o responsável por repasses de propinas ao PP. Ele próprio também teria recebido propina, entre 2004 e 2014. Na ação penal, Pedro Corrêa responde por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. O ex-deputado federal nega a acusação do MPF.

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