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O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) protocolou nesta terça-feiora (20) representação na Procuradoria Geral da República pedindo apuração sobre a atuação do escritório de advocacia da esposa do governador do Rio, Sérgio Cabral. De acordo com a revista "Veja", o escritório da primeira-dama aumentou o número de clientes após a eleição de Cabral para o governo do Rio, em 2007. Segundo a reportagem, em 2006, ele acompanhava 500 processos. Atualmente, o trabalho teria passado para 10 mil ações.

Segundo a reportagem, 60% dos clientes do escritório são empresas com alguma relação com o Estado, entre eles concessionárias como Metrô Rio e Supervia."Esse enriquecimento beneficia o governador, direta ou indiretamente", disse Freixo.

A assessoria do Governo do Rio informou em nota que "o questionamento quanto à primeira-dama patrocinar concessionárias do serviço público em causas que não tenham relação com o governo do Estado do Rio é datado de 2010, foi feito pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Alessandro Molon (PT) e foi arquivado pelo Conselho de Ética da OAB e também pelo Ministério Público".

Atos que exigem a renúncia do governador Sérgio Cabral (PMDB) --opção descartada pelo político-- tornaram-se rotineiros no Rio de Janeiro.

Devido às pressões, o peemedebista desistiu de utilizar diariamente um helicóptero do Estado para percorrer os menos de menos de 10 quilômetros que separam sua casa do Palácio Guanabara, ambos na zona sul da capital fluminense. A Folha de S.Paulo revelou que o gasto anual com operações aéreas da Subsecretaria Militar, responsável pela frota que atende as autoridades estaduais, é de R$ 9,5 milhões, incluindo combustível, seguro e aula para pilotos. Sete helicópteros atendiam ao governador, vice, secretários e presidentes de autarquias estaduais.

Em junho, o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira, instaurou procedimento para "[apurar o uso]" dos helicópteros. De acordo com a "Veja", as aeronaves transportaram os filhos de Cabral, babás e até o cachorro da família. Também foram usadas, segundo a reportagem, por empregados pessoais do governador em viagem à casa de veraneio do político.

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