A ação desta quarta-feira centrou fogo na cúpula da Receita Estadual. Entre os presos estão Márcio de Albuquerque Lima, companheiro de corrida de Richa. | Henry Milleo/Gazeta do Povo
A ação desta quarta-feira centrou fogo na cúpula da Receita Estadual. Entre os presos estão Márcio de Albuquerque Lima, companheiro de corrida de Richa.| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

O governador Beto Richa (PSDB) falou nesta quarta-feira (10) sobre as investigações do Gaeco sobre uma suposta organização criminosa formada por auditores fiscais, contadores e empresários para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. Richa disse que o governo é o maior interessado nas investigações. Afirmou ainda ter vínculo com muitas pessoas e que não pode “ser relacionado com maus feitos de quem quer que seja”.

Em nova fase, Publicano centra fogo em núcleo político da Receita Estadual

No total são 68 mandados de prisão que estão sendo cumpridos pelo Gaeco, incluindo dirigentes da alta cúpula da Receita

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Beto Richa fala sobre a investigação do Gaeco na Receita

Governador afirmou nesta quarta-feira (10) que o governo é o maior interessado nas apurações.

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“Eu não passo a mão na cabeça de ninguém. Posso te assegurar que o estado, o governo, é o maior interessado que essas investigações aconteçam, que tudo seja esclarecido. Se houve prejuízo à arrecadação do estado do Paraná, que seja também levantado e, havendo culpados, que sejam punidos.”

A ação desta quarta-feira centrou fogo na cúpula da Receita Estadual. Entre os presos estão Márcio de Albuquerque Lima, considerado o líder do grupo e que foi inspetor geral de fiscalização da Receita entre julho do ano passado e março desse ano. Lima é companheiro do governador em provas de automobilismo.

Questionado sobre a proximidade com o escândalo político, Richa rebateu. “Eu tenho vínculo com muitas pessoas. Mas não posso ser relacionado com maus feitos de quem quer que seja que esteja sob investigação”, disse Richa. Luiz Abi Antoun, primo distante de Richa, também teve a prisão decretada, mas ainda não foi localizado pelo Gaeco.

Governo emite nota apoiando as investigações na Receita Estadual

Na tarde desta quarta (10), o governo do Paraná se posicionou sobre a segunda fase da Operação Publicano, que investiga uma suposta organização criminosa formada por auditores fiscais, contadores e empresários para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. Em nota divulgada na Agência Estadual de Notícias (AEN), o governo afirma que apoia as investigações na Receita Estadual.

Leia abaixo, a nota encaminhada pelo governo estadual na íntegra:

Governo apoia investigações na Receita

O Governo do Estado apoia as investigações e o esclarecimento completo de todas as suspeitas de corrupção que neste momento envolvem servidores públicos da Receita Estadual, conforme o Ministério Público. Segundo as denúncias já divulgadas, os desvios de conduta e a cobrança de propina por parte de maus fiscais caracterizam um comportamento endêmico, ou seja, fatos que acontecem há cerca de trinta anos.

O Governo está à disposição para colaborar com as investigações e defende a punição de todos os envolvidos que tiverem a culpa comprovada, até para que os bons servidores não paguem pelos erros daqueles que usaram a sua condição para enriquecer ilicitamente ou para prejudicar a sociedade paranaense.

A apuração completa das denúncias é essencial para que o cidadão e os contribuintes possam continuar confiando na ação correta e legal dos servidores públicos, em todos os níveis da administração estadual.

Curitiba, 10 de junho de 2015

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ

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