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Ramificações partidárias

Gravação liga cúpula do PMDB ao mensalão do Distrito Federal

O presidente da Câmara, Michel Temer, o líder do partido na Casa, Henrique Eduardo Alves, e outros dois deputados são citados como beneficiários de propina. Todos negam

  • Das agências
Michel Temer, segundo gravação, teria recebido “100 pau” (sic) do suposto esquema de propina do DEM. Ele negou a acusação e  disse que irá processar os responsáveis |
Michel Temer, segundo gravação, teria recebido “100 pau” (sic) do suposto esquema de propina do DEM. Ele negou a acusação e disse que irá processar os responsáveis
 
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Brasília - A enxurrada de denúncias do mensalão do DEM atingiu a cúpula do PMDB na Câmara dos Deputados. Gravações divulgadas ontem pelo jornal Folha de S.Paulo mostram dois dos envolvidos no suposto esquema de propina do governo do Distrito Federal – Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF e denunciante do mensalão brasiliense, e Alcyr Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil – conversando sobre distribuição de dinheiro para líderes peemedebistas. São citados o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP); o líder da bancada peemedebista na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); e os deputados federais Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Tadeu Filipelli (PMDB-DF). Os peemedebistas citados negaram a acusação.

Na gravação divulgada pela Folha, o ex-secretário Durval Barbosa diz que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), “dava 1 milhão por mês para Filippelli”. Collaço fala em outro valor e detalha a suposta partilha: “É 800 pau (sic). Quinhentos pro Filippelli, 100 para o Michel, 100 para Eduardo, 100 para Henrique Alves”. O PMDB faz parte do governo do DF.

Michel Temer negou ter recebido propina do esquema e informou que deve acionar judicialmente o empresário Alcyr Collaço. Em nota à imprensa, o presidente da Câmara qualificou de “irresponsável e descabida” a citação de seu nome na conversa entre Collaço e Barbosa.

A denúncia contra Temer é a segunda nesta semana. Anteon­­tem, tornou-se pública a informação de que o nome do presidente da Câmara aparece em planilhas da contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, investigada pela Operação Castelo de Areia da Polícia Federal por supostamente ter financiado o caixa 2 eleitoral de diversos políticos. Temer também negou essa denúncia.

Incabíveis

Já o deputado Henrique Eduardo Alves classificou de “incabíveis e despropositadas” as denúncias de que a cúpula do partido teria recebido propina no esquema do mensalão do DEM. “Estou indignado e perplexo com o conteúdo dos diálogos inverídicos, levianos e caluniosos. Vou tomar todas as providências jurídicas visando à reparação e, inclusive, ingressei com a primeira queixa-crime, hoje (ontem), contra o responsável pela citação (Collaço)”, disse.

Os deputados Eduardo Cunha e Tadeu Filipelli informaram que ingressaram com queixa-crime contra Collaço. Cunha atribuiu ao ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) a responsabilidade pela divulgação do vídeo. “A minha suspeição é que seja uma vingança do Roriz pela sua saída do PMDB. Estou indignado com essa situação. Não conheço nenhuma dessas pessoas, nunca nem ouvi falar neles”, disse o deputado.

Os três deputados chancelaram a permanência de Filippelli no comando do PMDB do Distrito Federal, forçando a saída de Roriz do partido em setembro. Roriz foi rifado com a aliança dos peemedebistas com o governador José Roberto Arruda.

Temer ainda viu na divulgação do vídeo a possibilidade de desestabilizar sua intenção de disputar a Vice-Presidência da República na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). “Pode ser. Sem colocar a questão da vice, mas como se fala nisso, é possível que seja isso”, reconheceu Temer.

Pedido de explicação

Já o senador Pedro Simon (PMDB-RS) encaminhou ontem uma carta à presidente interina do PMDB, Iris de Araujo, na qual pede que o partido se ex­­­­plique publicamente sobre a suspeita de que parte da cúpula da legenda teria recebido dinheiro do mensalão do DEM. Simon afirma, na carta, que o partido precisa dar uma “cabal satisfação” à sociedade para explicar o episódio.

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