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Investigação contra assessor da Casa Civil dura três anos

Ministério Público começou a apurar denúncia de estupro quando Eduardo Gaievski era prefeito de Realeza, no Sudoeste do Paraná, cidade que comandou entre 2005 e 2012

  • Agência Estado e Agência Brasil
 
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A investigação de um suposto crime de estupro cometido pelo assessor especial da Casa Civil, Eduardo Gaievski, já dura três anos. Conduzida pelo Ministério Público de Foz do Iguaçu, a investigação começou quando Gaievski, que se afastou do cargo no governo federal neste sábado (24), era prefeito de Realeza, no Sudoeste do Paraná. Ele é filiado ao PT e comandou a cidade entre 2005 e 2012.

O processo corre em segredo de Justiça. Investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) confirmaram que estiveram em Realeza para apurar o caso e ouvir testemunhas e supostas vítimas.

O mandado de prisão não foi cumprido porque Gaievski ainda não foi encontrado. Buscas estão sendo feitas na cidade e em outros municípios da região, afirma o delegado Francisco Robson Sampaio, da Polícia Civil que é responsável pela delegacia de Realeza em esquema de plantão neste fim de semana.

Na sexta-feira, a Polícia Civil do Paraná recebeu um mandado de prisão da Justiça contra Gaievski, suspeito de abuso contra menor de idade. A investigação contra Gaievski foi revelada na noite de sexta-feira pelo site da revista Veja. à publicação, ele negou as acusações e atribuiu a denúncia a retaliação de promotores.

No sábado, ele solicitou "afastamento imediato de suas funções até que sejam apuradas as circunstâncias e veracidade das acusações", de acordo com nota publicada pelo órgão.

Desde janeiro deste ano, Gaievski ocupava o cargo de assessor especial do gabinete da Casa Civil. Entre suas atribuições estava acompanhar a implementação de programas federais como o Mais Médicos.

O caso

A revista relata depoimentos de menores de idade num processo que corre em segredo de Justiça, acusando o servidor de levar vítimas de 13 anos a motel. Há ainda, segundo a Veja, relatos de ameaças e exigência de sexo em troca de empregos na prefeitura. À revista, Gaievski negou as acusações e prometeu provar sua inocência. Atribuiu a denúncia a uma retaliação de promotores do Estado por sua atuação na prefeitura contra esses promotores.

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