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Jucá: mesmo envolvido na Lava Jato, é tido como importante para o Planalto porque é um hábil negociador político. | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jucá: mesmo envolvido na Lava Jato, é tido como importante para o Planalto porque é um hábil negociador político.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Investigado pela Operação Lava Jato, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi oficializado, nesta quinta-feira (17), como líder do governo Michel Temer no Congresso. A nomeação, feita pelo próprio Temer, foi publicada no Diário Oficial da União.

Jucá pediu demissão do cargo de ministro do Planejamento de Temer no fim de maio, depois da revelação das gravações de conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, nas quais o senador falava em “estancar a sangria na Lava Jato”, o que foi interpretado como uma articulação para enfraquecer a Lava Jato.

Cargo turbinado

A liderança do governo no Congresso é tradicionalmente pouco prestigiada, mas Temer quer “turbiná-lo” com mais poderes. Jucá, considerado um hábil articulador político, deverá ficar encarregado de cuidar, entre outros temas, das medidas provisórias do governo e da distribuição de relatorias de projetos.

O Palácio do Planalto também busca, com a nomeação de Jucá, reforçar sua articulação no Congresso, no momento em que precisa votar, no Senado, a PEC do Teto de Gastos e enviar aos parlamentares a proposta de reforma previdenciária. A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que estava na função de líder no Congresso, já havia manifestado desejo de deixar o posto.

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