É a segunda vez que uma instância administrativa -teoricamente sem poder para reverter a extradição decidida pela mais alta corte do país e pelo Ministério da Justiça- impede a devolução de Pizzolato | Alessandro Fiocchi/Folhapress
É a segunda vez que uma instância administrativa -teoricamente sem poder para reverter a extradição decidida pela mais alta corte do país e pelo Ministério da Justiça- impede a devolução de Pizzolato| Foto: Alessandro Fiocchi/Folhapress

A Itália suspendeu, novamente, a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil, acatando um recurso impetrado nesta sexta-feira (12) pelo advogado do petista.

É a segunda vez que uma instância administrativa -teoricamente sem poder para reverter a extradição decidida pela mais alta corte do país e pelo Ministério da Justiça- impede a devolução de Pizzolato sob alegação de revisar os procedimentos formais da decisão da extradição.

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O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, mas fugiu para a Itália antes de ser preso.

A notícia da suspensão da extradição causou surpresa e revolta entre diplomatas brasileiros em Roma que haviam discutido os detalhes da extradição do petista com autoridades dos ministérios do Interior e da Justiça italianos.

Pedindo para ter a identidade preservada, um deles afirmou que o governo Matteo Renzi havia emitido sinais de que não haveria entraves no Conselho de Estado, a instância administrativa que julga a legalidade dos atos de governo. Ocorreu o contrário: por volta das 19h (14h em Brasília), um magistrado do Conselho de Estado suspendeu a extradição.

Uma equipe de policiais federais -um delegado e três agentes- já estava no aeroporto de Brasília para embarcar para a Itália, quando foram informados de que a operação para repatriar o condenado fora abortada.

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