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Judiciário

Justiça Eleitoral abre investigação contra deputado Bernardo Ribas Carli

TRE-PR acatou denúncia nesta terça. Ele responde criminalmente por irregularidades em sua campanha eleitoral, quando declarou que cabos eleitorais eram "voluntários"

  • Amanda Audi
  • Atualizado em às
 
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O deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB) responderá criminalmente por suposto caixa dois em sua campanha eleitoral, em 2010. Ele é acusado de não declarar o pagamento de 36 cabos eleitorais, que foram citados como "voluntários". Na época, pelo menos 10 cabos disseram ao Ministério Público Eleitoral que haviam recebido dinheiro.

A denúncia, acatada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) nesta terça-feira (28), diz que Carli infringiu dois artigos do Código Eleitoral por declaração falsa em prestação de contas eleitoral e por fazer uso dos documentos falsificados. Se for condenado, o deputado poderá ser preso por até cinco anos. Adriane Colman, que foi coordenadora financeira da campanha do deputado, também responde no processo.

Carli e Adriana chegaram a entrar com recurso para que a denúncia não fosse aceita pelo TRE, mas o tribunal entendeu que há indícios de materialidade na autoria do crime. Com isso, o processo começa a correr normalmente a partir desta quarta (29).

Nas palavras do relator Jean Carlo Leeck, do TRE, "o fato narrado é certo – falsificação de documentos de campanha eleitoral e sua utilização, por diversas e continuadas vezes – e foi imputado a ambas as pessoas que assinaram a prestação das contas", escreveu em seu relatório.

Cassação

A ação penal é um desdobramento de uma representação eleitoral que começou a correr em 2011 e que chegou a determinar a cassação do mandato de Carli – que conseguiu liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manter o cargo. Ainda não há decisão final neste processo, segundo o advogado de defesa de Carli, Alexandre Knopfholz.

O advogado diz que têm "argumentos muito fortes" para afastar acusação, mas que esses documentos serão demonstrados apenas no decorrer da ação penal. O advogado de defesa de Adriana Calmon não foi localizado nesta quarta-feira.

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