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"Não houve abertura para que eu pudesse me defender. Simplesmente foi feito um pedido de expulsão sumária, não teve contra-argumentação."

João Cláudio Derosso, ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba, sobre a sua saída do PSDB

A Justiça Eleitoral manteve a cassação de mandato do vereador João Cláudio Derosso (ex-PSDB), que dirigiu a Câmara Municipal de Curitiba por 14 anos. O vereador pedia a revogação da decisão liminar que determinou, na semana passada, que ele perdesse sua cadeira na Câmara, por infidelidade partidária.

Com isso, quem assume no lugar de Derosso é a suplente Maria Goretti (PSDB). A posse dela está marcada para amanhã, último dia para o cumprimento da liminar pelo Legislativo

Em seu pedido de revisão da decisão, Derosso argumentava que havia entregado sua carta de desfiliação do PSDB para evitar ser expulso do partido e que, apesar disso, continua filiado à legenda.

Ele também argumentou que entregou a carta de desfiliação ao PSDB motivado por "enormes discriminações sofridas" dentro da legenda, devido às denúncias de irregularidades nos contratos de publicidade do Legislativo municipal.

O pedido de Derosso foi indeferido pelo juiz Luciano Carrasco, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O magistrado entendeu que não houve nenhum fato novo que justificasse uma mudança de julgamento. Carrasco avaliou ainda que as alegações de Derosso são "genéricas e imprecisas" e que o pedido de desfiliação "é ato unilateral", ou seja, partiu do próprio vereador.

O juiz afirma também que "não há dúvida" de que Derosso está oficialmente desfiliado do PSDB. Em seu despacho, Carrasco acrescenta que o próprio ex-presidente da Câmara comunicou oficialmente sua desfiliação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o magistrado, a informação não está disponível no sistema do TSE na internet porque os novos registros não foram atualizados em razão do calendário eleitoral.

Expulsão

Em entrevista por telefone antes da decisão da Justiça Eleitoral, Derosso disse que o PSDB tratou de sua expulsão de forma "sumária" e não deu espaço para ele apresentar defesa. "Não houve abertura para que eu pudesse me defender. Simplesmente foi feito um pedido de expulsão sumária, não teve contra-argumentação. Tentamos até o último momento fazer com que o partido me ouvisse, e o partido nunca deu essa abertura", disse Derosso.

Ele também reiterou a vontade de permanecer no PSDB. "Já que não vou concorrer [às eleições deste ano], vou permanecer [no partido]. Sou um dos cofundadores do partido na reforma [realizada entre 2001 e 2002]. Não tínhamos dez pessoas na reunião [de reorganização do partido], e conseguimos eleger quatro vereadores. Na eleição seguinte, fizemos 13 vereadores. Isso prova que, quando fui presidente [do PSDB em Curitiba], tivemos o partido com uma organização muito boa."

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