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Segurança

Ladrões usam moto em 61,5% dos roubos em SP

  • Diário de S.Paulo/O Globo Online
 
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Os ladrões usam motocicletas para assaltar ou fugir da polícia em 61,5% dos crimes contra o patrimônio cometidos nas regiões oeste, centro e parte da sul de São Paulo. Levantamento feito pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) mostra que nos meses de novembro, dezembro e janeiro passados foram registrados 15 mil casos de furto e roubo nestas regiões da cidade. Em 9.225 deles, os bandidos utilizaram moto.

A pesquisa foi feita em 24 mil boletins de ocorrência registrados nas Seccionais Centro (1ª delegacia), Oeste (3ª delegacia) e Sul (2ª delegacia). Segundo o delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do Decap, 62,5% dos boletins são de crimes contra o patrimônio.

Em todos os casos, os ladrões agiram em dupla numa moto. O garupa, na maior parte das vezes, é o responsável pela abordagem à vítima. Normalmente é o criminoso que carrega a arma e faz ameaças. O outro se encarrega de dirigir o veículo e empreender fuga no momento certo.

- As motos são veículos leves, pequenos e proporcionam fuga rápida e por caminhos estreitos. Os bandidos sabem que podem assaltar e escapar mais facilmente quando o tráfego é intenso na cidade - diz Galiano.

As áreas visadas concentram bolsões financeiros, circulam executivos, há concentrações comerciais e onde moram pessoas de classe média ou alta. Por isso, regiões como as das avenidas Engenheiro Luis Carlos Berrini e Paulista, proximidade de universidades, áreas de residências de padrão acima da média, como Alto de Pinheiros e Moema, são alvos potenciais.

O tipo de ação varia de acordo com a área da cidade. No centro, a polícia tem de ficar atenta ao roubo a pedestres na cercania da Avenida Paulista.

- As principais vítimas são pessoas que compram em galerias e lojas da região. Os motoqueiros encostam, apontam arma, pegam máquinas fotográficas, aparelhos eletroeletrônicos, e fogem. Não dá nem tempo de pedir ajuda - conta Galiano.

Nos Jardins, ocorrem os roubos de relógios de luxo. O delegado aponta motoqueiros agindo na saída de bares da Vila Madalena, Itaim Bibi, e, mais recentemente, assaltos a residência, logo pela manhã, na área do Alto de Pinheiros.

Na área zona sul, os roubos de laptop próximo ao Aeroporto de Congonhas ainda são preocupação.

Na região do Brooklin e Vila Olímpia, os executivos são os alvos dos motoqueiros assaltantes.

Além do trajeto entre hotéis e aeroportos, onde executivos costumam ser assaltados, há também roubos e furtos de veículos nas áreas comerciais. Algumas ruas visadas são Gomes de Carvalho, Cardoso de Melo e Vicente Pinzon.

- Ruas pequenas e estreitas como a Funchal, onde se registra muito congestionamento, são prato cheio para os ladrões com moto. Roubam motoristas e fogem sem serem importunados - diz Ernani Coelho, presidente do Conselho de Segurança da área.

Em Perdizes, na zona oeste, universitários e idosos são as vítimas. Estudantes que saem da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e seguem para o Estação de Metrô Barra Funda começaram a ser atacados no caminho. Os idosos são surpreendidos a caminho da igreja ou da feira.

Segundo a polícia, a maioria das motos usadas em crime são roubadas ou furtadas. Por isso, muitas vezes, são abandonadas após assalto.

O mapeamento foi feito para traçar um planejamento de combate aos criminosos que agem com motocicletas.

Neste feriado de carnaval, a polícia fez operação especial nas estradas para evitar arrastões. As rodovias incluídas foram Anhangüera, Bandeirantes, Anchieta e Imigrantes, além das marginais Tietê e Pinheiros.

No planejamento de estratégias para combater os motoqueiros assaltantes a polícia fez blitz durante um dia na Avenida Rebouças no início deste mês. De cada dez motos, quatro tinham irregularidades.

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