O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou nesta sexta-feira (12) da falta de estrutura no conjunto habitacional de 2,3 mil residências que ele inaugurou em Goiânia (GO). Segundo ele, as moradias precisam receber nos próximos meses muros e o conjunto precisa de equipamentos esportivos, asfalto e mais escolas.

"Precisamos saber quantos jovens [do conjunto habitacional] estão na adolescência para que esses jovens possam aprender um curso. Vamos ter que trazer junto com essa cidade nova, porque isso aqui é uma cidade nova, estudo, lazer e cultura. Porque se a gente abandonar isso aqui, daqui a 10 anos isso aqui vai estar quase virando uma favela", disse o presidente.

No conjunto habitacional, construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as casas ainda não têm muro e as ruas são terra e o presidente também pediu mudanças nessa estrutura. "Não sei se vocês repararam mas as casas não tem muro. É preciso criar uma linha de financiamento a juro zero para esse povo construir um murinho em sua casa, porque é ele que vai garantir a intimidade, a soberania de cada família. Se um vizinho tiver um cãozinho e ele sujar a casa da outra vizinha ela não vai gostar e aí ja não vai dar certo. Vamos colocar a Caixa [Econômica Federal] à dispocição para que esse conjunto habitacional fique chique", prometeu Lula.

Segundo ele, o prefeito de Goiânia, Íris Rezende, e o governador de Goiás, Alcidez Rodrigues, devem voltar ao conjunto habitacional no bairro Jardim do Cerrado e ver o que as pessoas estão precisando "para viver melhor" e comunicar ao governo federal.

Ele também reclamou da falta de áreas esportivas no local. "Nós precisamos ter uma quadra de futebol para meninada, de basquete, se a gente quiser ganhar medalhas na Olimpíada vai ter que fazer uma piscina. O governo federal tem que junto com os governos estadual e municipal colocar um pouquinho de dinheiro. Se não ocupar o tempo dessa meninada ela vai ficar ocupada com uma coisa que nenhum de nós vai gostar", discursou o presidente.

Junto com as moradias, o presidente inaugurou no mesmo local uma escola municipal, que atenderá as crianças do Ensido Fundamental.

Barragem

O presidente afirmou nesta sexta, durante inauguração da Barragem João Leite, em Goiás, que a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) será lançado no dia 26 de março. Até agora, não havida data prevista para o lançamento.

Durante o discurso, Lula também disse que é preciso modificar a Lei de Licitações para aumentar sua eficácia. "No Brasil, tem que mudar a Lei de Licitações. Tem que ter toda a rigidez possível para controlar a corrupção, mas também permitir que a obra ande. Não é que a gente queira diminuir as exigências", explicou o presidente durante o discurso.

Segundo ele, o país tinha desaprendido a investir em obras públicas e a última vez que se teve tanto investimento público quanto no seu governo foi há 25 anos. "Nós vamos lançar o PAC 2 no dia 26 de março", revelou, após analisar que os governos anteriores "não tinham recursos e projetos" para investir. "Nós estamos fazendo com nosso próprio dinheiro. Não estamos pedindo emprestado ao FMI [Fundo Monetário Internacional]", discursou.

A Barragem João Leite, inaugurada por Lula, aumentará a capacidade de captação de água de 2 mil litros por segundo para 8 mil litros por segundo e deve garantir o abastecimento de Goiânia e da região metropolitana da capital até 2025.

Segundo o governo, foram investidos cerca de R$ 188 milhões para construção da obra. Desses, R$ 40,4 milhões são do orçamento do governo federal.

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