A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou neste sábado (10) os programas de governo apresentados pela petista Dilma Rousseff e pelo tucano José Serra. "Um dos candidatos já apresentou várias versões e o outro não apresentou nenhuma versão, apresentou apenas seus discursos de campanha como se fosse um programa de governo. Nós apresentamos uma plataforma e nos preparamos para dialogar com a sociedade", afirmou.

A fala da candidata foi uma referência à possível apresentação de uma nova versão da proposta de governo do PT à Justiça Eleitoral – a terceira desde a última segunda-feira (5) – e ao documento do PSDB, que apresenta discursos de José Serra.

Marina disse que os candidatos "não tinham se preparado para o debate, mas para o embate". Segundo ela, isso é fruto da "tese plebiscitária defendida por alguns setores" nestas eleições. A candidata concedeu entrevista às margens da represa de Guarapiranga, na zona Sul de São Paulo, ao lado de Fábio Feldman, candidato do PV ao governo paulista, e de Ricardo Young, candidato do partido ao Senado.

O portal G1 tentou contato com assessoria da campanha de Dilma e com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e ainda aguarda resposta. O deputado Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB e um dos coordenadores da campanha de Serra, disse ao G1 que o partido não vai fazer a substituição do documento apresentado à Justiça eleitoral.

Depois da coletiva, a candidata do PV fez uma vistoria de barco pela represa, acompanhada por ambientalistas.

Trocas

Segundo o TSE, substituições de programas podem ser feitas até a análise do registro de candidatura pelos ministros do tribunal. O prazo para análise dos pedidos de registro vai até 5 de agosto.

Caso haja a falta de um documento considerado indispensável para o deferimento – como o programa de governo –, a legislação eleitoral permite a abertura de prazo de 72 horas para que o candidato complemente a documentação.

O programa de governo serve para que o tribunal analise se entre as propostas do candidato não há pontos que possam afrontar a Constituição e os princípios democráticos, diz o TSE.

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