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comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, afirmou na sexta-feira que a Comissão Nacional da Verdade cumpriu seu papel e que a Marinha irá se debruçar sobre o relatório final, entregue ao governo na última quarta.

O almirante e os outros dois comandantes das Forças Armadas – o general do Exército Enzo Peri e o brigadeiro Juniti Saito, da Aeronáutica – se encontraram pela primeira vez com a presidente Dilma Rousseff desde a divulgação do relatório durante a inauguração do estaleiro de construção de submarinos da Marinha em Itaguaí (RJ).

A presidente não se referiu ao relatório da Comissão Nacional da Verdade em seu discurso, mas defendeu o fortalecimento das Forças Armadas como forma de dissuasão e proteção das fronteiras.

Em entrevista coletiva após a solenidade e sem a presença da presidente, o almirante afirmou que os comandantes militares não conversaram com Dilma sobre o relatório. Segundo ele, as Forças Armadas irão aguardar a orientação do governo brasileiro para se posicionarem.

"O relatório foi entregue à presidente da República e as Forças Armadas estão aguardando exatamente o que ela disse que iria fazer, que iria se debruçar sobre o relatório. A partir do momento que ela fizer isso talvez saiam algumas orientações, algumas determinações", disse.

O almirante afirmou que a Marinha também irá examinar o relatório, mas não adiantou se alguma providência poderia ser tomada. "Vamos ler com detalhes, nos debruçar e aguardar a orientação que virá do governo."

O comandante da Marinha disse acreditar que a CNV cumpriu seu papel. "A Comissão Nacional da Verdade cumpriu o papel dela. Fez um relatório que não tivemos oportunidade de nos debruçar para poder analisar o que está escrito lá", afirmou.

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