O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta quarta que são várias as possibilidades de sua atuação no futuro, assim que se desligar da autoridade monetária. "Depois do BC podem ser três possibilidades: setor público, com cargo na administração pública, setor privado, via política e até terceiro setor", disse ele, na realidade, enumerando quatro alternativas.

Quando indagado sobre se há convite para que ocupe alguma embaixada, Meirelles desconversou: "Certamente questões relativas ao futuro serão discutidas no momento adequado."

Ele também não quis se pronunciar a respeito da provável indicação do diretor de normas do BC, Alexandre Tombini, para substituí-lo na presidência do BC. "Vamos aguardar o anúncio da Presidência da República. Acredito muito em seguir o ritual, o protocolo e tudo isso faz parte do bom ordenamento institucional." Meirelles voltou a dizer que considera sua missão cumprida.

Autonomia

Mesmo fora do BC em 2011, Meirelles acredita que a instituição vai continuar trabalhando com autonomia no futuro. Em rápida entrevista à imprensa realizada após audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, ele afirmou acreditar que a instituição vai manter no governo de Dilma Rousseff a autonomia vista na atual gestão.

"Acredito nisso porque o Banco Central tem uma ação de sucesso reconhecida mundialmente nos últimos anos e baseada na autonomia", afirmou. Apesar de sinalizar crença de que a característica autônoma deve continuar no órgão, Meirelles ressaltou que essa decisão "compete à presidente da República e ao presidente do BC".

Ao ser questionado sobre o fato de alguns membros da equipe econômica do governo Lula terem sido escolhidos na gestão de Dilma Rousseff, Meirelles afirmou que não se incomodava com a situação. "A minha decisão foi individual e que independe da situação de outras pessoas que não têm necessariamente o mesmo tempo de governo ou a mesma situação que eu estou no momento", disse.

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