Líderes do PT e PMDB na primeira reunião para definir aliança para 2010 | Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Líderes do PT e PMDB na primeira reunião para definir aliança para 2010| Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo

Opinião

Com sacrifício ou sem sacrifício?

Daniela Neves, jornalista da Gazeta do Povo

O PT do Paraná nunca foi bom nessa história de ter um candidato a governador. Para o ano que vem, o importante é montar uma grande aliança e não o nome que encabeçará a chapa.

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Reunidos no fim da noite de ontem para discutir a sucessão estadual, os líderes do PT e do PMDB reafirmaram o desejo de continuarem juntos na disputa eleitoral do ano que vem. Os dois partidos, no entanto, não bateram o martelo sobre uma possível aliança. O que ficou acordado é que, a partir do mês que vem, um grupo de trabalho permanente reunirá cinco representantes de cada legenda para discutir questões ligadas à eleição de 2010.

O PMDB nega que esteja pressionando os petistas a se definirem logo pela aliança, mas demonstra certa ansiedade em resolver o assunto o quanto antes. "O ideal seria o entendimento já, mas as coisas não funcionam assim", disse o presidente estadual do partido, deputado estadual Waldyr Pugliesi. No PT, o discurso também é de prioridade aos peemedebistas, mas a legenda não esconde o desejo de formar um palanque mais abrangente para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. Para isso, os petistas tentam juntar ao bloco o PDT do senador Osmar Dias, que já se lançou como candidato ao governo, e o PP – partidos que também compõe a base de apoio do presidente Lula. "É uma aliança difícil, mas o PT trabalha por uma ação conjunta que sustente a aliança federal", declarou o deputado federal André Vargas (PT).

Segundo Pugliesi, a reunião foi clara e objetiva e ambos os lados demonstraram a intenção de se manterem juntos em 2010. Ele afirmou que entende o desejo petista de aglutinar partidos em torno do presidente Lula, mas deixou claro que o vice-governador Orlando Pessuti é o candidato do partido ao governo do estado. "Nem iríamos dar ultimato, nem eles iriam aceitar um ultimato", revelou o peemedebista, negando qualquer pressão durante o encontro.

Vargas também destacou a boa harmonia entre os dois partidos, mas lembrou que essa foi apenas a primeira reunião. "Não houve conclusão, porque isso se decide na convenção de cada partido", disse. Segundo o petista, o partido trabalha, inclusive, com a possibilidade de lançar candidato próprio no ano que vem. "Cada partido está livre para decidir o que fará", finalizou.

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