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Lava Jato

Obra de até US$ 2 bi em Pasadena ficaria com UTC e Odebrecht, diz Costa

Ex-diretor diz que Fernando Baiano tinha operador na Suíça chamado ‘Diego’

  • PorAgência O Globo
  • 23/01/2015 12:56

Em defesa, Youssef dirá que foi peça para sustentar o poder do PT

A equipe de advogados de Alberto Yousseff, considerado como um dos líderes do esquema de desvio da Petrobras, vai concentrar a defesa na alegação de que o doleiro serviu apenas como uma peça no sistema político criado para dar sustentação ao projeto de poder do PT. O documento deve ser apresentado à Justiça Federal do Paraná, onde tramitam os processos da Lava Jato, na próxima terça-feira (27). Em conversa, o advogado Antônio Augusto Figueiredo Basto antecipou qual será a linha de defesa que será apresentada. No processo criminal, Youssef é acusado de chefiar um esquema que teria movimentado ilegalmente cerca de R$ 10 bilhões da estatal.

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Empresa de Dirceu teria função semelhante às de Youssef, suspeita MPF

A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) para a Operação Lava Jato suspeita que a JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no mensalão, cumpria a mesma função das empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, alvo central da investigação sobre desvios, fraudes e corrupção na Petrobras. Elas emitiam notas fiscais para as maiores empreiteiras do país por assessorias e outros serviços fictícios.

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A obra de reforma da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que custaria entre US$ 1 a 2 bilhões e não chegou a ser feita, já tinha duas empreiteiras definidas: a UTC e a Odebrecht. A informação faz parte de dois termos da colaboração premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que deu detalhes da atuação do lobista Fernando Soares na diretoria internacional da Petrobras, que foi ocupada por Nestor Cerveró e cuja propina era destinada a políticos do PMDB. Os dois estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. A PF negou que estejam dividindo uma cela.

Segundo Costa, Fernando Baiano tinha um operador que morava na Suíça, chamado "Diego", que vinha uma vez por ano ao Brasil e que era a pessoa que cuidava das operações financeiras de interesse do lobista no exterior. O ex-diretor da Petrobras afirmou que Baiano é um homem "muito rico" e que seus bens devem estar em nome de offshores. Entre eles citou uma cobertura de 1.200 metros quadrados na Barra da Tijuca, de frente para o mar, no Condomínio Atlântico Sul; uma casa em Trancoso, no litoral da Bahia; uma casa e lancha em Angra dos Reis, no Rio; além de ativos no exterior.

Costa disse que Soares era "muito bem articulado" entre políticos e empresários. Costa, que admitiu ter recebido propina da Construtora Andrade Gutierrez, afirmou que Soares era muito próximo de empresário Otávio Marques de Azevedo, presidente da holding da empreiteira, com quem tinha inclusive "algum negócio comum". Costa afirmou que o PP teve dificuldades de receber sua parte na propina a ser paga pela Andrade Gutierrez e que em determinado momento todos os valores pagos pela empreiteira deixaram de ser gerenciados por Alberto Youssef, operador do PP, e passaram a ser cobrados e geridos por Soares, o operador do PMDB.

Azevedo é considerado um dos executicos mais influentes do Brasil. Antes de se transferir para a iniciativa privada, trabalhou na Cemig e na Telemig, atuou no programa de privatização das teles durante o governo de Fernando Collor de Melo e teria atuado na linha de frente na fusão entre Oi e Brasil Telecom.

A Andrade Gutierrez negou as informações e disse que são baseadas em ilações de Costa, pois nunca fez qualquer acordo de favorecimento envolvendo partidos políticos e a Petrobras.

Costa afirmou que foi Soares quem lhe apresentou também o dono da Estre, cujo escritório fica em frente à sede da Petrobras no Rio. Segundo ele, depois de algum tempo Soares teria passado a trabalhar no escritório da Estre. Segundo levantamento do GLOBO, a Estre tem R$ 875,3 milhões em contratos com a Petrobras. O nome da Estre aparece na Lava-Jato como uma das empresas que depositaram para empresas de fachada criadas pelo esquema de Paulo Roberto Costa, que montou um sistema paralelo ao de Youssef para ele mesmo conduzir a cobrança e repartição de propina de empresas de menor porte.

Veja a íntegra da nota da Andrade Gutierrez:

"A Andrade Gutierrez nega e repudia as acusações - baseadas em ilações e não fatos concretos - feitas pelo Sr. Paulo Roberto Costa em seu depoimento divulgado hoje e afirma, como vem fazendo desde o início das investigações, que nunca fez parte de qualquer acordo de favorecimento envolvendo partidos políticos, a Petrobras e a empresa. Cabe lembrar que em depoimentos já concedidos à Polícia Federal pelos Srs. Alberto Youssef e Fernando Soares e divulgados pela imprensa, os mesmos deixaram claro que não há qualquer envolvimento da companhia e seus executivos com os assuntos relacionados às investigações da Operação Lava Jato. A Andrade Gutierrez reitera mais um vez que não tem ou teve qualquer envolvimento com os fatos relacionados com as investigações em curso.​"​

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