O senador Paulo Paim (PT-RS) promete para amanhã uma mobilização em defesa de um acordo para votação do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao aumento de 16,67% aos aposentados que recebem valores acima do salário mínimo – o mesmo reajuste foi concedido ao mínimo em 2006. Paim foi autor de emenda que reajustava as aposentadorias. O texto foi aprovado no Congresso, mas foi vetado por Lula. O senador lamentou o adiamento da sessão do Congresso que analisaria os vetos, a qual estava marcada para quinta-feira passada. Segundo ele, a mobilização do dia 25 será mantida para que sindicalistas e aposentados possam negociar a votação do veto com senadores e deputados antes do recesso parlamentar marcado para julho. "Nós não vamos aceitar, em hipótese alguma, que a gente entre em recesso, no mês de julho, sem que haja uma decisão sobre a questão do fator previdenciário e outros vetos de interesse dos trabalhadores", disse .

CPI da Petrobras

Os senadores que vão integrar a CPI da Petrobras podem ter problemas ao vasculhar os contratos da estatal. É que eles teriam que investigar grandes doadores de campanhas. As empreiteiras que mais têm contratos com a Petrobras contribuíram com R$ 39,9 milhões na campanha de 2008. O maior volume ficou com o PT (R$ 14,9 milhões). O PSDB, partido que propôs a CPI, recebeu R$ 13,3 milhões das empresas, seguido pelo DEM (R$ 7,5 milhões).

Palpiteiros 1

Apesar de não terem influência na investigação da Petrobras, parlamentares com atuação em Curitiba fizeram declarações a respeito da investigação. "É a maior empresa brasileira. É a alavanca do desenvolvimento nacional e criar dificuldades para a Petrobras neste momento é criar problemas para a própria nação brasileira", afirmou o deputado Waldyr Pugliesi, presidente estadual e líder do PMDB na Assembleia.

Palpiteiros 2

Já o vereador Mario Celso Cunha, líder do governo municipal na Câmara, disse que o governo federal precisa dar um esclarecimento à sociedade sobre a Petrobras ter fechado contratos sem licitação de cerca de R$ 47 bilhões desde 2003.

Descumpriu

A conduta do deputado estadual Felipe Lucas (PPS) virou alvo da Executiva Estadual. Ele votou favorável ao projeto do governo de reajuste de 6% do funcionalismo e contra as emendas da oposição, que concediam um aumento maior ao funcionalismo. O presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, diz que vai analisar o documento do presidente nacional da Juventude Popular Socialista, Maiko Vieira, pedindo a punição do parlamentar.

Investigado

A direção estadual do PPS orientou por escrito os deputados da bancada a votar a favor das emendas. Douglas Fabrício e Marcelo Rangel seguiram a orientação, mas Felipe Lucas votou com o governo. O caso pode parar no conselho de ética do PPS. "Depois o partido deve deliberar se o deputado infringiu ou não as normas. Ele pode ser suspenso e até expulso", diz Rubens Bueno.

Em espera

Cerca de 70 projetos de lei que tratam da prevenção e do combate à corrupção aguardam votação no Congresso Nacional atualmente. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, oito propostas que tratam do tema estão prontas para a votação em plenário, nove estão prontas para a apreciação final das comissões técnicas e 19 aguardam o parecer de deputados relatores nas comissões.

Audiências

A Câmara Municipal de Curitiba realizará duas audiências públicas nesta semana. Na terça-feira, o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Luciano Ducci, estará na Casa para apresentar um relatório detalhado sobre a secretaria. O encontro será no plenário da Casa e começa às 16 horas. Já na quarta-feira, será realizada audiência pública para a prestação de contas da prefeitura no primeiro quadrimestre de 2009. A reunião está marcada para as 14 horas e será realizada no Auditório do Anexo II.

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Pinga-fogo

"Luiz Inácio, lembre-se: só não tem jeito para a morte! Ainda há tempo. Dê essa oportunidade ao Brasil. Reaja!"

Senador Mão Santa (PMDB-PI), em discurso no Senado, reivindicando o apoio do governo federal à candidatura do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) à direção-geral da Unesco, organismo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. O governo brasileiro prometeu apoiar a candidatura do polêmico ex-ministro da Cultura do Egito Hosni Farouk ao cargo.

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