i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
investigação

PF grava conversa de diretor da Odebrecht com Lula em que falam da preocupação com o BNDES

    • Agência O Globo
    • 14/08/2015 17:38
    Lula: conversa grampeada. | UESLEI MARCELINO/REUTERS
    Lula: conversa grampeada.| Foto: UESLEI MARCELINO/REUTERS

    O diretor da Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, teve uma conversa telefônica grampeada quando falava com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo relatório reservado da Polícia Federal ao juiz Sergio Moro abordando o monitoramento telefônico da movimentação dos diretores da Odebrecht às vésperas da prisão, no dia 19 de junho.

    Delator diz que entregou R$ 10,5 milhões de propina em dinheiro vivo na sede do PT em SP

    Milton Pascowitch afirmou que fez repasses em nome da Engevix em contratos de plataforma do pré-sal e da Usina de Belo Monte

    Leia a matéria completa

    Aécio vê “Dilma sitiada” e Planalto como “comitê de apoio”

    Presidente nacional do PSDB criticou o colega de Senado Renan Calheiros pela criação da Agenda Brasil

    Leia a matéria completa

    Na ligação grampeada, Lula e Alexandrino se mostravam preocupados “em relação a assuntos do BNDES”. No relatório da PF, há também menções aos momentos que precederam a prisão de Alexandrino, com informações de que o executivo recebeu ligações telefônicas de Marta Pacheco Kramer, que seria ligada ao Instituto Lula. A Odebrecht, contudo, diz que Marta é funcionária da empresa e não tem ligações com o instituto do ex-presidente.

    A ligação envolvendo o ex-presidente aconteceu no dia 15 de junho, às 20h06m. Alexandrino e Lula referiam-se também a um artigo assinado pelo ex-ministro Delfim Netto, que seria publicado no dia seguinte sobre o BNDES. A instituição financiou várias obras da Odebrecht no Brasil e no exterior, como o Porto de Mariel, em Cuba, e há suspeita de que o governo Lula tenha favorecido a construtora na destinação desses financiamentos subsidiados.

    Instituto Lula interpela Gentilli por ter insinuado que ataque foi ‘forjado’

    Leia a matéria completa

    De acordo com o relatório da PF, Alexandrino disse a Lula que Emilio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht, presidente da holding, que também foi preso no dia 19, teria gostado da nota que o Instituto Lula divulgou sobre o trabalho da entidade para erradicar a fome no mundo, especialmente para aprofundar a cooperação com países africanos. Lula visitou a África em companhia de diretores da Odebrecht depois que deixou a presidência.

    A nota do Instituto Lula elogiada por Emílio Odebrecht, segundo o relatório da PF, foi divulgada depois que soube-se que a construtora Camargo Corrêa doou R$ 3 milhões ao Instituto Lula entre 2011 e 2013 e que teria feito pagamentos de R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras, Eventos e Publicidade Ltda, de Lula, criada para contabilizar as palestras pagas que o ex-presidente faz no Brasil e no exterior.

    O relatório reservado da PF diz ainda que às 6h06m da manhã do dia 19 de junho, quando foi preso em sua casa em São Paulo, Alexandrino de Alencar recebeu ligações de Marta Pacheco Kramer. “Curiosamente, Marta foi identificada pelo próprio Alexandrino como vinculada ao Instituto Lula, o que restou consignado junto ao auto de arrecadação lavrado na residência do investigado acerca dos contatos telefônicos feitos pelo mesmo quando da chegada da equipe”, diz relatório assinado pelo delegado Eduardo Mauat da Silva, um dos coordenadores da Operação Lava Jato.

    No relatório, a PF diz que a senha do celular Blackberry de Alexandrino é “sebastiao“ e que a ele foi garantido o direito de efetuar ligações. “Ligou para os advogados Augusto Botelho e Mauricio Fino (Odebrecht) e para Marta do Instituto Lula. Compareceu à residência o advogado Augusto Botelho, que acompanhou a busca”, diz o documento da PF.

    O Instituto Lula informou que não vai comentar o relatório da Polícia Federal porque não há transcrição da conversa citada entre o ex-presidente e o executivo Alexandrino Alencar. Sobre Marta Pacheco, disse que ela é funcionária da Odebrecht. A empreiteira confirmou que Marta Pacheco é advogada da construtora do grupo e não tem relação com o Instituto Lula.

    Sobre Marta Pachedo Kramer, a PF a relaciona ao “desaparecimento” do laptop pessoal de Marcelo Odebrecht, “que não foi localizado na sala dele junto à empresa e nem em sua residência. Lá, sua esposa disse que o laptop estava no escritório e que Marcelo o levava para casa apenas nos finais de semana.

    “Durante as diligências visando apurar o corrido, foi apresentado um equipamento pela advogada Dora Cavalcanti como sendo de Marcelo. Mas consta ainda que a equipe que mapeava o prédio, duas pessoas subiram ao 15º andar (o andar do escritório de Marcelo), sendo um delas Marta Pacheco Kramer”. O relatório diz que o equipamento ainda estava sendo periciado para se saber se era ou não de Marcelo.

    Nota do BNDES lamenta ‘tentativas de manipular diálogo entre Lula e executivo’

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta sexta-feira, 14, nota em que lamenta “tentativas, na imprensa e em redes sociais, de manipular e distorcer informações buscando envolver” a instituição em “algo supostamente nebuloso” a partir da divulgação do diálogo por telefone do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) com o executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Alencar.

    A transcrição da conversa foi anexada pela Polícia Federal (PF) aos autos da operação Erga Omnes, 14ª fase da Lava Jato. Segundo a PF, na noite de 15 de junho de 2015, às 20h06, uma pessoa que se identifica por ‘Moraes’ telefona para Alexandrino Alencar e passa a ligação para o ex-presidente. A PF não grampeou o ex-presidente. O alvo era Alexandrino Alencar, que acabou sendo preso preventivamente quatro dias depois.

    “Na conversa, Lula e Alexandrino abordam sobre a temática do seminário promovido pelo Valor Econômico, intitulado de ‘Uma agenda para Dinamizar a Exportação de Serviços’, já amplamente descrito neste relatório de análise de interceptação telefônica, tratando dos polêmicos financiamentos do BNDES às empreiteiras brasileiras, incluindo a Odebrecht”, assinala o relatório policial.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

      Receba Nossas Notícias

      Receba nossas newsletters

      Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

      Receba nossas notícias no celular

      WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

      Comentários [ 0 ]

      O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.