Depois de participar da instalação da CPI da Petrobras nesta terça-feira (14), a base governista no Senado acabou esvaziando a sessão que deveria eleger o presidente e o vice-presidente da nova composição do Conselho de Ética da Casa. O conselho não foi instalado por falta de quórum.

O grupo deveria começar a analisar três representações por quebra de decoro contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros. As denúncias foram apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) e pela bancada do PSOL no Congresso.

Apenas senadores de oposição e parlamentares que integram o grupo favorável à saída de Sarney do comando da Casa apareceram para instalar a comissão na tarde desta terça-feira (14).

A ausência dos governistas aliados a Sarney revoltou os senadores do DEM e PSDB que anunciaram obstrução total às votações da Casa. Com isso a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), marcada para ocorrer ainda nesta terça, deve ser inviabilizada.

Segundo Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado, a base aliada não compareceu à instalação do Conselho por que a oposição quer impedir a votação da LDO.

Até senadores da própria base, como Cristovam Buarque (PDT-DF) condenaram a manobra argumentando que a falta de quorum teria sido articulada por Sarney. "Não há ética na Casa enquanto o Sarney estiver na presidência. Ele manipula os senadores. Eles fazem o que o Sarney manda", criticou Cristovam.

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