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PSDB do Paraná recebeu doação de empresa “laranja” da Odebrecht em 2010

Em depoimento ao TSE, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, admitiu que utilizava a cervejaria Itaipava como laranja para doações a campanhas políticas

  • PorKelli Kadanus
  • 03/03/2017 18:59
Richa vota na eleição de 2014: diretório estadual do PSDB recebeu R$ 200 mil do Grupo Petrópolis. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Richa vota na eleição de 2014: diretório estadual do PSDB recebeu R$ 200 mil do Grupo Petrópolis.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O Diretório do PSDB no Paraná recebeu doações de cervejarias ligadas ao Grupo Petrópolis -- que fabrica a cerveja Itaipava -- na campanha eleitoral de 2010. Segundo Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo teria sido usado o grupo como laranja da Odebrecht para repasses eleitorais. As empresas Praiamar e Leyros de Caxias – ambas ligadas ao Grupo Petrópolis -- repassaram R$ 200 mil para o diretório estadual do PSDB. O mesmo valor aparece relacionado ao nome de Beto Richa e do partido na planilha da Odebrecht apreendida em março do ano passado pela Polícia Federal na Operação Xepa.

A planilha estava em posse do executivo Benedicto Barbosa Júnior e listava mais de 200 políticos de diversos partidos, incluindo o nome do governador Beto Richa (PSDB). Nesse caso, no campo “nome do candidato” consta PSDB – Diretório Estadual do PR. Como beneficiário está o nome de Beto Richa. Há dois campos financeiros: “valor” (R$ 200 mil) e “pagamento” (R$ 160 mil). Há ainda a indicação de uma data de pagamento, 24 de setembro de 2010.

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Na prestação de contas do diretório estadual do PSDB entregue à Justiça Eleitoral naquele ano, constam três doações nesta mesma data. Duas delas são das empresas que fazem parte do Grupo Petrópolis: R$ 160 mil pela empresa Leyroz de Caxias Indústria Comercial & Logística Ltda. e R$ 40 mil pela empresa Praiamar Indústria Comércio & Distribuição Ltda – que fabrica as cervejas Itaipava e Crystal.

Até então não era possível estabelecer uma relação entre os pagamentos e a Odebrecht. Os depoimentos de Marcelo e de Benedicto ao TSE, porém, ajudam a esclarecer o caminho do dinheiro supostamente da Odebrecht que teria chegado à campanha de Richa.

Marcelo e outros 76 executivos da empreiteira firmaram um acordo de colaboração premiada no âmbito da Lava Jato. O acordo foi homologado no início do ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda não se tornou público. Depois da homologação, o ministro Herman Benjamin, que é o relator do processo de cassação da chapa Dilma - Temer no TSE, pediu para ouvir delatores da Odebrecht para esclarecer se houve caixa dois na campanha presidencial de 2014. Os delatores, porém, também confirmaram em depoimentos ao ministro, a existência de supostos pagamentos ao PSDB. O partido nega irregularidade na campanha.

Outro lado

Em nota enviada à Gazeta do Povo, o PSDB do Paraná afirmou que não recebeu doação da empreiteira Odebrecht em 2010. O partido admitiu, porém, ter recebido R$ 160 mil da Leyros de Caxias e R$ 40 mil da Praiamar “em conformidade com a legislação vigente”. “As referidas doações constam na prestação de contas do ano de 2010, que foi devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral”, alega o partido.

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