“Essas coisas dependem de vontade política. Já disse Geraldo Vandré: ‘Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.’ Essa pode ser uma solução para diversos problemas políticos do país. Quando há interesse político, os prazos são superados.” Jackson Barreto | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
“Essas coisas dependem de vontade política. Já disse Geraldo Vandré: ‘Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.’ Essa pode ser uma solução para diversos problemas políticos do país. Quando há interesse político, os prazos são superados.” Jackson Barreto| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

O que levou o senhor a elaborar essa proposta?

Acho que o deputado tem a obrigação de representar o pensamento de suas bases. Como parlamentar do Nordeste, percebo que o sentimento que move a nossa população é de reconhecimento das políticas púbicas de Lula. Os nordestinos estão se sentindo mais cidadãos. E não é só pelo Bolsa Família. É por um conjunto de ações: as obras do PAC, a ampliação das universidades... Quando você fala do governo Lula na minha terra, fala de uma transformação social que nunca existiu antes.

Lula reiterou na China que é contra o terceiro mandato. Isso não seria suficiente para não insistir no assunto?

Na brincadeira do dia a dia não fazemos pilhéria quando dizemos "isso é coisa da China"? Eu prefiro que as coisas se discutam no Brasil. Lula sabe que o nome dele já entrou para a história. O presidente pensa de uma forma diferente da minha. Respeito a opinião dele, mas sigo com o meu projeto. Quero deixar bem claro que não tenho nenhum interesse obscuro. Não sou empresário, não dependo de empréstimo de banco estatal, nem tenho concessão de rádio ou televisão. Sou um funcionário público aposentado, não quero benesses.

Como está a coleta de assinaturas?

Até quarta-feira eu tinha 178 assinaturas. Quinta-feira, após a divulgação da proposta na imprensa, conseguimos mais 10. Tenho recebido apoio de diversos partidos, das mais diversas tendências políticas. Mais de dez deputados da oposição já assinaram.

Quais deputados do Paraná assinaram?

Desculpe, mas eu prefiro não dar nomes. No momento de protocolar a proposta pode surgir pressão. Com isso, é natural que alguns parlamentares queiram retirar a assinatura. Mas há gente do Paraná. Há apoio de todos os estados.

O senhor acha que consegue três quintos dos votos para aprovar o texto em plenário?

Essas coisas dependem de vontade política. Já disse Geraldo Vandré: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer." Essa pode ser uma solução para diversos problemas políticos do país. Quando há interesse político, os prazos são superados. É uma proposta democrática, porque submete o tema à decisão popular.

A doença da ministra Dilma Rousseff pode impulsionar a aprovação da PEC?

Vai depender do desdobramento do tratamento ao qual ela está se submetendo. Quando comecei a coletar as assinaturas, esse problema não existia. Ele apareceu quando concluí o trabalho e até por isso dei uma segurada na ideia, em respeito à ministra. Estou aguardando as coisas ficarem mais calmas para realmente colocar o assunto em pauta. Mas eu não vou desistir da proposta.

Quando o senhor pretende protocolar a proposta?

Na próxima quinta ou sexta-feira. Até lá vou ter bem mais assinaturas, o clima estará mais tranquilo.

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