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Richa fotografa Serra: governador nega que evento  foi político | Henry Milleo/ Gazeta do Povo
Richa fotografa Serra: governador nega que evento foi político| Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo

Eleições

Serra desconversa sobre candidatura presidencial e deixa questão em aberto

Condecorado com a Ordem do Pinheiro, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) evitou falar de política durante o evento em Curitiba. Antes da homenagem, ele negou que sua mensagem no Facebook nesta semana – quando disse que os que defendem a candidatura de Aécio Neves devem fazer a indicação "sem demora" – fosse uma manifestação de desistência de se candidatar à Presidência da República.

Questionado sobre o assunto, Serra saiu pela tangente. "Só quis dizer a quem acha que precisa esperar para anunciar a definição [do candidato] que não há necessidade nenhuma disso", disse. Mais tarde, quando foi perguntada sua opinião sobre o lançamento da plataforma de governo de Aécio, o ex-governador preferiu não responder. "Não vou falar de política e nem do PSDB. Estamos aqui em uma comemoração paranaense."

Escolhido para falar em nome de todos os homenageados, Serra alfinetou o governo federal em seu discurso. "O Paraná tem sabido aproveitar bons governos e tem sabido sobreviver a maus governos. Hoje vive um bom governo; no passado, nem sempre. E isso vale para o panorama nacional, com governos nacionais mais ou menos amigos, o Paraná vai adiante." (CM, com Agência O Globo)

Em cerimônia no Palácio Iguaçu, o governador Beto Richa (PSDB) fez ontem mais um movimento de aproximação ao senador e ex-governador Alvaro Dias (PSDB) e ao ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), que podem ter um papel importante nas eleições de 2014. Os dois foram condecorados com a Ordem do Pinheiro, honraria mais alta do estado, concedida a 51 personalidades, incluindo o tucano José Serra. Richa negou haver caráter político na homenagem.

Com relação a Alvaro, a reaproximação é importante para evitar que o PSDB entre dividido na disputa eleitoral. O senador entrou em atrito com o governador nos dois primeiros anos de seu governo. Desde meados de 2013, eles ensaiam uma reaproximação. "É evidente que vou apoiar o governador Beto Richa, que é do meu partido. Se existem divergências, e elas são naturais entre democratas, há algo que nos une que é a construção de um projeto de nação", comentou o senador.

Pessuti

Já Pessuti é um dos principais "caciques" do PMDB, partido que pode tanto lançar uma candidatura própria quanto apoiar tucanos ou petistas. Atraí-lo para sua campanha seria uma forma de reduzir a possibilidade de um segundo turno e ganhar tempo de televisão e apoio de uma bancada representativa.

O ex-governador Pessuti disse que seu plano é voltar ao Palácio Iguaçu. Entretanto, admitiu que pode aceitar uma candidatura a senador ou a vice-governador em uma chapa com Richa. "Eu sou, sim, pré-candidato a governador, estamos trabalhando na reestruturação e na conquista dos votos [dos delegados do partido]", afirmou Pessuti. "Mas, evidentemente, estamos dentro do circuito político, onde as alianças podem acontecer e acontecem nos mais diferentes níveis, e pode ser que tenhamos que participar do processo eleitoral em outra função."

Richa negou o caráter político das homenagens. "Não houve essa conotação em momento algum na escolha, até porque o conselho [responsável por analisar as indicações] tem liberdade para aprovar os nomes", afirmou. "Você acha que esta homenagem influenciaria em alguma coisa? Já venho conversando com o Alvaro há muito tempo, é um companheiro de partido. Não precisaria de uma solenidade para buscar uma aproximação."

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