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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, não participará da sessão plenária desta quarta-feira (25), quando recursos apresentados por condenados do mensalão, entre eles o do ex-ministro José Dirceu e o do ex-presidente do PT José Genoino, serão julgados pela corte.

A reportagem apurou que o presidente aproveitará o dia para escrever seu discurso de despedida, que será lido em plenário na última sessão antes do recesso, no dia 1º de julho. Além disso, evitará constrangimentos no caso do plenário alterar suas decisões na execução penal do mensalão.

Apesar de Barbosa estar impedido de atuar no mensalão desde que deixou a relatoria do caso, havia uma dúvida se os recursos seriam julgados uma vez que a pauta publicada no site do Supremo para a sessão desta quarta tem como itens iniciais ações que questionam uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Se Barbosa presidisse a sessão e chamasse a julgamento as ações sobre a resolução do TSE poderia não sobrar tempo para a análise dos recursos apresentados pelos condenados do mensalão.

Sem Barbosa, a sessão será presidida pelo vice-presidente, Ricardo Lewandowski. Como os recursos apresentados são considerados prioritários, uma vez que os condenados estão presos, Lewandowski os julgará logo no início dos trabalhos.

Nos recursos, Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) e o advogado Rogério Tolentino, que trabalhava para o publicitário Marcos Valério, pedem que o plenário do Supremo derrube uma decisão de Barbosa que impediu o grupo de trabalhar fora do presídio.

Há também um recurso apresentado pela defesa de Genoino, que quer o envio de seu cliente para prisão domiciliar por motivos de saúde, uma vez que o ex-presidente do PT é cardiopata e passou por uma cirurgia no ano passado.

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