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Professores foram barrados na abertura dos trabalhos da Assembleia em 2017 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Professores foram barrados na abertura dos trabalhos da Assembleia em 2017| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Sem a presença do governador Beto Richa (PSDB) e com a entrada de professores barrada, a Assembleia Legislativa do Paraná voltou aos trabalhos nesta quarta-feira (1.º). A sessão, que não previa a votação de projetos nem discursos dos deputados, serviu apenas para dar posse à nova Mesa Diretora da Casa, presidida novamente por Ademar Traiano (PSDB). Segundo ele, os servidores foram impedidos de entrar no prédio pois o dia era festivo e não cabiam protestos diante de familiares dos parlamentares e das mais altas autoridades do estado.

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Desde que a Secretaria da Educação (Seed) editou uma polêmica resolução de 59 artigos, há duas semanas, os professores se preparavam para protestar na abertura dos trabalhos legislativos em 2017. A expectativa era que tudo pudesse ser feito diante do governador. No entanto, a exemplo dos dois anos anteriores do atual mandato, ele enviou um representante – desta vez, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB). Segundo a assessoria do Executivo, Richa tinha agenda lotada no Palácio Iguaçu durante toda a tarde desta quarta.

Veja fotos do protesto dos professores

Além da ausência do tucano, os docentes da rede pública estadual tiveram frustrados os planos de protestar das galerias do plenário. Todas as entradas do prédio estavam fechadas por seguranças da Casa e pelos policiais militares que atuam no Legislativo estadual. A reportagem da Gazeta do Povo, por exemplo, só conseguiu acesso à Assembleia por meio de uma entrada lateral, via Tribunal de Justiça (TJ-PR), que leva à garagem do prédio.

Como justificativa, Traiano disse que não se tratava de impedir a entrada dos professores, mas de respeitar o dia festivo da Casa. Segundo ele, a Assembleia sempre esteve aberta a todos e assim estará normalmente a partir da próxima segunda-feira (6), quando os trabalhos se iniciarão de fato. Nesta quarta, porém, protestos, ainda que respeitosos, não seriam “de bom alvitre”.

“Me antecipei e fiz um apelo aos deputados da oposição para que conversassem com os professores, para que não afrontassem a Casa nesse dia de festa, no qual as pessoas estão aqui para prestigiar o Parlamento. O respeito deve imperar. Por isso, tive a cautela de não permitir que desprestigiassem todos que estão aqui”, afirmou Traiano.

Já o vice-líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), criticou a ausência de Richa e a decisão de barrar os professores em plenário. Para o petista, a democracia na Assembleia “só tem um lado”, ao “sistematicamente” permitir a entrada de apoiadores do governo no prédio, mas impedir ou dificultar o acesso de manifestantes contrários ao Executivo estadual. “O governador não estar aqui não me surpreende. Ele é do tipo “onde está Wally?”, ainda mais no verão, com tantas coisas importantes para se fazer”, ironizou. “Era obrigação dele vir aqui, afinal é o comandante de todo o estado. Tinha de explicar a todos nós a crise penitenciária, as obras que todos os paranaenses estão esperando, as denúncias de corrupção que permeiam o seu governo.”

Autoridades presentes

Ainda marcaram presença na abertura dos trabalhos legislativos na Assembleia o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Roberto Vasconcelos; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual, Ivonei Sfoggia; o presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Durval Amaral; o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSDB); o presidente da Câmara de Vereadores da capital, Serginho do Posto (PSDB); e o ex-governador e vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Orlando Pessuti.

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