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O ex-deputado André Vargas está preso no Complexo Médico. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
O ex-deputado André Vargas está preso no Complexo Médico.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Começam nesta semana os interrogatórios dos réus no processo que corre na Justiça Federal de Curitiba contra o ex-deputado Pedro Corrêa e sua filha, Aline Corrêa, também ex-parlamentar, ambos do PP. Os dois são acusados de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, desvendado pela Operação Lava Jato.

Nesta segunda-feira (24) serão interrogados o doleiro Alberto Youssef e seu funcionário Rafael Ângulo Lopez.

Como os dois firmaram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), abriram mão do direito de ficar em silêncio e deverão responder a todas as perguntas, dando detalhes de como funcionava o esquema de desvio de dinheiro.

Na terça-feira (25) é a vez do interrogatório dos demais réus do processo: o ex-assessor parlamentar Ivan Vernon Torres, o filho de Pedro Corrêa, Fábio Corrêa, e a esposa do ex-deputado, Márcia Corrêa. Para ele, ficar em silêncio passa a ser uma opção.

Depois disso, o próximo passo no processo é a apresentação das alegações finais por parte do MPF e por parte das defesas dos réus. Em seguida, o juiz federal Sergio Moro deve proferir a sentença. Não há prazo definido para que o magistrado tome sua decisão.

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Acusação

De acordo com o MPF, Pedro e Aline Corrêa recebiam recursos desviados da Petrobras de quatro maneiras: parte era lavada via Posto da Torre, que pertence ao doleiro Carlos Chater – também réu na Lava Jato; parte era depositada diretamente na conta de Pedro Corrêa; parte era retirada na sede da GFD Investimentos, de Youssef; e os demais valores eram repassados ao parlamentar por meio de depósitos não identificados.

O clã Corrêa também é acusado de manter funcionárias fantasmas em seus gabinetes na Câmara Federal entre 2003 e 2012. Uma funcionária do gabinete seria empregada doméstica da família e nem sequer sabia que havia sido nomeada.

Outro caso envolve Vera Lúcia Leite Souza Shiba, ex-funcionária da liderança do PP na Câmara, que tinha de repassar metade dos vencimentos aos ex-parlamentares – segundo ela, o salário era entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. De acordo com o MPF, R$ 729 mil foram desviados no período.

Outras oitivas

Os processos contra os ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA) e André Vargas (ex-PT-PR) também se aproximam do fim. Nesta terça (25) deve ser ouvida a última testemunha de defesa de Argôlo no processo em que o ex-parlamentar responde por envolvimento na Lava Jato.

Na quinta (27) é a vez da oitiva de testemunhas de defesa de André Vargas.

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