Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...

Os integrantes da CPI da Petrobras elegeram na tarde desta terça-feira (14) o senador João Pedro (PT-AM), como presidente, e Marcelo Crivella (PRB-RJ), como vice-presidente da comissão que vai investigar irregularidades na estatal petrolífera. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi indicado para ser o relator dos trabalhos.

Por ser o parlamentar o mais velho da comissão, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) teve a missão de comandar a sessão de instalação da CPI. Duque chegou cinco minutos antes das 15h, hora marcada para o começo da reunião, e declarou aberta a sessão às 15h05.

Falando em nome dos partidos da minoria, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) apresentou o colega Álvaro Dias (PSDB-PR) como candidato à presidência da comissão pelo bloco oposicionista. A base governista indicou João Pedro para presidente e Crivella para vice-presidente.

O primeiro bate-boca começou aí. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) pediu a palavra para defender a candidatura da oposição. Duque ameaçou partir diretamente para a votação, o que revoltou o senador tucano que, aos berros, insistiu para que Duque permitisse a fala dos oposicionistas. "Não faz sentido fazer a defesa das candidaturas depois da votação", criticou Guerra.

Depois da confusão, Álvaro Dias foi autorizado a falar pelos oposicionistas. O tucano defendeu a eleição de um integrante da oposição para a presidência do grupo. "Desejar uma CPI 'chapa branca' não contribui para a recuperação da imagem e do conceito do Senado", argumentou Dias.

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), provocou os integrantes da base governista afirmando existir "um temor por parte do governo sobre as investigações da CPI".

Já o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), rebateu Agripino Maia argumentando que a CPI não deveria ser transformada em palanque político. "Não queremos transformar essa CPI em uma disputa eleitoral antecipada", afirmou o petista.

Mercadante também pediu equilíbrio nas investigações sobre a Petrobras. "O governo tem prudência com a CPI porque o país continua enfrentando uma grave crise financeira mundial. A Petrobras é a maior empresa do Brasil. Uma empresa que tem ações abertas no mercado. Por isso queremos equilíbrio na CPI", justificou Mercadante. Já no comando da CPI, o senador João Pedro marcou para as 10h do dia 6 de agosto - após o recesso parlamentar que começa nesta sexta-feira (17) - a próxima sessão da comissão. Nessa reunião, o relator da CPI, Romero Jucá, vai apresentar o plano de trabalho das investigações. Logo após anunciar a data da próxima reunião, João pedro encerrou a sessão da CPI.

Com a instalação da CPI, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), devolveu o cargo de relator da CPI das ONGs ao senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e anunciou o "congelamento" do requerimento de abertura de outra CPI que deveria investigar irregularidades no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). "A oposição vai cumprir a sua palavra e vai deixar congelado o requerimento da CPI do Dnit", disse Virgílio.

Cumprindo agenda em Alagoas, o senador Fernando Collor (PTB-AL) foi o único a não comparecer à CPI.

A Petrobras está no centro de denúncias envolvendo supostas irregularidades em repasses de royalties a prefeituras, sonegação fiscal, superfaturamento em contratos de contrução de plataformas, entre outros fatos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também será alvo das investigações.

Conforme o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), havia anunciado na última quinta-feira (9), a base governista assumiu a relatoria e a presidência, excluindo a oposição da direção dos trabalhos da comissão. Os governistas ocupam oito das 11 cadeiras da CPI.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]