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O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, reiterou nesta terça-feira (7) que considera que a presidenciável petista, Dilma Rousseff, é quem deve dar explicações sobre a elaboração de um suposto dossiê contra ele. Em resposta à interpelação protocolada pelo PT, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, Serra, sem citar nomes, disse que o episódio resgata a "velha prática" de "jogo sujo, abaixo da cintura".

"Esse episódio de dossiê deve ser jogado na lata de lixo da história. Não contribui nada para a nossa democracia. Tudo que a imprensa publicou neste fim de semana deve ser respondido por quem? Pela candidata que chefia a sua campanha. O resto é factoide", disse, após um encontro com lideranças e prefeitos da região norte de Minas, em Montes Claros. O presidenciável tucano visitou a cidade ao lado do ex-governador Aécio Neves e do governador mineiro Antonio Anastasia, pré-candidato do PSDB à reeleição.

Na ação, o PT pede que o pré-candidato do PSDB confirme declarações nas quais responsabilizou a presidenciável petista pelo suposto dossiê."Estamos voltando àquela velha prática, característica desse pessoal, de jogo sujo, abaixo da cintura, ataques familiares, coisas do gênero", disse. "Lá estão todas as pessoas ou algumas delas envolvidas. Quem tem que dar explicação evidentemente, é a candidata que é a chefe da sua própria campanha, como eu daria se tivesse acontecido algo no meu tacho."

"Mãos limpas"

Em seus discursos, Aécio e Anastasia pregaram a união dos políticos de "mãos limpas", numa referência velada ao episódio. "Nós estaremos de mãos dadas e mãos limpas dos políticos corretos, dos políticos honestos, dos políticos éticos", disse o governador.

Aécio também rechaçou a especulação de que o suposto material contra Serra teria origem na disputa interna do PSDB, quando ele ainda pleiteava a candidatura à Presidência pelo partido. "Eu exijo respeito. A minha trajetória política é conhecida. E nós sabemos aonde estão os aloprados, até endereço têm."

Na primeira aparição pública ao lado do ex-governador paulista desde que retornou de viagem de férias ao exterior, Aécio cobrou dos cerca de 60 prefeitos do PSDB, PPS, DEM, PP, PTB e PSC presentes no auditório do Automóvel Clube o voto casado em Anastasia e no presidenciável tucano, chamado sempre de "presidente Serra". Aécio encerrou seu discurso conclamando as lideranças a manter as "mangas arregaçadas" para eleger Serra, "rumo à vitória da decência" e para encerrar "esse ciclo de governo que não interessa mais ao País".

"Não há hipótese de qualquer liderança do PSDB não estar com o Serra. Se não estiver, sai do PSDB", afirmou.

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