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Teori: após aval do ministro do STF, Procuradoria-Geral da República vai avaliar se há indícios ou não contra os acusados. | Nelson Jr./SCO/STF
Teori: após aval do ministro do STF, Procuradoria-Geral da República vai avaliar se há indícios ou não contra os acusados.| Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki autorizou o fatiamento da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), para que os fatos narrados por ele aos investigadores sejam divididos em 19 procedimentos para uma análise preliminar das implicações. As citações feitas à presidente Dilma Rousseff, ao seu vice, Michel Temer, ao ministro Aloizio Mercadante (Educação), ao ex-presidente Lula e ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), foram incluídas nesse pacote.

A decisão de Teori, relator da Lava Jato no STF, é apenas uma avaliação formal, sem entrar no mérito de acusações. Com o aval do ministro, a Procuradoria vai avaliar se há ou não indícios nos depoimentos de Delcídio que justifiquem o pedido de abertura de inquérito ao STF contra os políticos.

Delação

Em seus depoimentos, o senador Delcídio do Amaral, que se desfiliou do PT implicou 74 pessoas, fez acusações ao governo e à oposição e elevou a pressão pelo impeachment da presidente. Ao todo, foram mencionados ao menos 37 políticos, quatro partidos e 27 empresas.

Delcídio acusou a presidente Dilma de tentar interferir nas investigações da Lava Jato, seja por meio da indicação de um ministro ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), como também por uma abordagem do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, feita junto a Delcídio para tentar impedir que ele fechasse uma delação.

Já Temer foi acusado de ter dado a “chancela” à indicação de ex-diretores da Petrobras envolvidos em corrupção. No caso de Aécio, Delcídio acusou-o de ter atuado, quando governador, para maquiar dados do Banco Rural que mostrariam o mensalão do PSDB em Minas.

Sobre o ex-presidente Lula, o senador disse que ele atuou para impedir a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Os políticos negam envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras e que tenham atuado para interferir nas investigações.

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