Em entrevista coletiva, o governador Beto Richa afirmou que apoia as investigações e que a corrupção na Receita Estadual precede o seu governo e é “endêmica” | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Em entrevista coletiva, o governador Beto Richa afirmou que apoia as investigações e que a corrupção na Receita Estadual precede o seu governo e é “endêmica”| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

Todos os auditores fiscais que ocuparam o cargo de inspetor geral de fiscalização na Receita Estadual durante o primeiro mandato do governador Beto Richa (PSDB) foram presos, nesta quarta-feira (10), pelo Gaeco, em Londrina ou em Curitiba, na segunda fase da Operação Publicano.

Márcio de Albuquerque Lima, preso pela manhã em Londrina, ocupou o cargo de julho do ano passado a março deste ano. Ele saiu no dia 2 de março, três dias antes do Gaeco cumprir um mandado de busca e apreensão em seu escritório.

Em Curitiba foram presos Clóvis Rogê, inspetor geral de fiscalização de janeiro de 2011 a junho de 2012; L ídio Franco Samways, que ocupou o cargo de agosto de 2012 a julho de 2013; e José Aparecido Valêncio da Silva, que foi inspetor geral de julho de 2013 a julho de 2014. Valêncio deixou a função de inspetor geral para assumir a coordenação geral da Receita, o cargo que deixou em maio, quando as informações sobre a delação premiada de Luiz Antônio de Souza vieram à tona.

De acordo com o advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira, o delator afirmou que 10% do que era obtido pelo grupo como propina era encaminhado para Curitiba, aos superiores hierárquicos na Receita Estadual. Em entrevista coletiva, o governador Beto Richa afirmou que apoia as investigações e que a corrupção na Receita Estadual precede o seu governo e é “endêmica”.

“Bonde” do Gaeco

Oito investigados presos nesta quarta-feira em Curitiba partiram para Londrina no começo da tarde em um veículo do Gaeco. Eles devem chegar à cidade ainda hoje. Os outros presos na segunda fase da Operação Publicano foram capturados na região de Londrina. Hoje pela manhã foi preciso um ônibus da Polícia Militar para levar as 28 pessoas que estavam na sede do Gaeco.

Confira o nome e a profissão de todas as pessoas presas até o momento:
  • Fabricio Resende Camargo (advogado)
  • Valdir Liutti (contador)
  • Paulo Kazuo Yamamoto (contador)
  • Luiz Sergio Rufato (contador)
  • Jose Constantino (contador)
  • Maria Perpétua De Souza Rodrigues (contadora)
  • Hederson Flávio Bueno (contador)
  • Marcio de Albuquerque Lima (auditor)
  • Jose Luiz Favoreto Pereira (auditor)
  • Ana Paula Pelizari Marques Lima (auditor)
  • Amadeu Serapião (auditor)
  • Miguel Arcanjo Dias (auditor)
  • Ranulfo Dagmar Mendes (auditor)
  • Ricardo de Freitas (auditor)
  • Marco Antonio Bueno (auditor)
  • Ademir de Andrade (auditor)
  • Marcos Colombo (auditor)
  • Luiz Antonio Belarmino (auditor)
  • Nelson Mandelli Junior (auditor)
  • Divaldo de Andrade (auditor)
  • Douglas Vitorio da Silva (auditor)
  • Maurilio Nicolau (auditor)
  • Lidio Franco Samways Junior (auditor)
  • Sérgio Paulo De Souza Quaresma (auditor)
  • Ronivaldo Costa Zani (auditor)
  • Laércio Rossi (auditor)
  • Benedito Maciel Goes (auditor)
  • Ederson Luiz Bonatto (auditor)
  • Amado Batista Luiz (auditor)
  • Samir Malouf Ibrahim (auditor)
  • Wilson Sergio Boni (auditor)
  • Antonio Carlos Lovato (auditor)
  • Eurico Rosa de Almeida (auditor)
  • Jaime Kiochi Nakano (auditor)
  • Milton Antonio de Oliveira Digiacomo (auditor)
  • Gilberto Favato (auditor)
  • Jose Henrique Hoffmann (auditor)
  • Jose Aparecido Valencio da Silva (auditor)
  • Marcos Luis Ferreira Arrabaça (auditor)
  • Carlos Eduardo Reginato (auditor)
  • Luis Claudio Depes Eiras (auditor)
  • José Aparecido Camargo (auditor)
  • Clovis Agenor Rogge (auditor)
  • Lindolfo Traldi (auditor)
  • Jane Elen Reis Cotta (auditor)
  • Roberto Carlos Ricardo (auditor)
  • João Marcio de Souza (auditor)
  • Roberto Keniti Oyama (auditor)
  • Claudine de Oliveira (auditor)
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