Escolha a ração certa para o seu pet

Os alimentos de cães e gatos precisam ser de qualidade, compatíveis com as necessidades calóricas e com os nutrientes necessários para o desenvolvimento

Um princípio associado aos humanos também vale para cães e gatos: eles são o reflexo do que comem. Se o pet não ingere alimentos de qualidade, compatíveis com as suas necessidades calóricas e com todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento, ficam fracos e podem desenvolver uma série de doenças.

De acordo com a médica veterinária Ana Paula Ferreira Castro, da Animal Clinic, o alimento ainda pode evitar o acúmulo de tártaro nos dentes e o desenvolvimento de problemas cardíacos e renais, além de doenças periodontais. Segundo a professora de nutrição animal do curso de Zootecnia da UFPR, Ananda Portella Felix, um erro comum é se deixar levar pelo marketing das marcas. Ela recomenda olhar o rótulo dos pacotes e balancear o melhor para o animal e para o bolso do dono. “Analise a quantidade de proteína bruta e de extrato etéreo [também chamado de lipídios ou simplesmente gordura]”, aconselha a especialista. Na maioria das vezes, quanto maior a quantidade desses componentes, mais completa e energética é a ração. “Evite alimentos com corantes, que podem causar alergia no animal”, alerta.

Categorias
Basicamente, os alimentos para cães e gatos são encontrados em três categorias: Standart (oferece as proteínas e nutrientes básicos necessários), Premium (traz suplementos, como ácidos graxos e ômega 3) e Super Premium (matéria-prima superior). O preço é determinado pela qualidade da composição, que pode ser desde carne moída com ossos até salmão fresco com legumes.

Combinar a ração dura com os sachês de comida mole é necessário para os gatos. “Instintivamente eles só bebem água corrente. Por isso, os donos precisam estimular a ingestão de líquidos — e é aí que as rações em sachê têm papel essencial. Eles podem comer um pacotinho até cinco vezes por semana”, orienta Ana Paula. Com os cachorros é diferente, pois eles bebem bastante água. Portanto, a ração mole traz malefícios se consumida em excesso, como tártaro e predisposição à obesidade. A dica da especialista é dar as rações moles para os cães apenas como um agrado.

Na hora de escolher o produto, deve-se levar em conta ainda a idade do animal: ração de filhotes para animais de até um ano, de manutenção para adultos e outra específica para cães e gatos com mais de sete anos. “A troca precisa ser gradual. O animal não pode estar acostumado a comer o alimento A e, no dia seguinte, só comer o B. O ideal é misturar e deixar ele se adaptar durante pelo menos uma semana”, conclui Ananda.

Fique atento

Cuidados com o alimentos e os sinais no pet:

Embalagem
Jamais compre ração a granel e sempre mantenha os grãos dentro do pacote e fechados com um grampo de roupa. As embalagens são específicas para a manutenção do sabor, do odor e de todas as outras características do produto. Deixar a ração na lavanderia ou no chão aumenta as chances de desenvolvimento de fungos. Para conservar melhor, nunca deixe o pacote no chão ou exposto a sol e umidade. Compre ração aos poucos, não adianta ter um pacote de sete quilos se você tem um cachorro de porte pequeno em casa.

Alertas
O pet pode dar sinais de que a ração está causando problemas. Observe as fezes, se ele é ativo, a qualidade da pelagem e se come bem. Quando o alimento tem baixa qualidade, a primeira coisa que muda é o pelo, que fica seco e quebradiço.

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