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Lares temporários “salvam” animais

Serviço é salvação para animais abandonados, à espera de adoção ou quando donos viajam

Equinos e caninos no quintal de Cecília da Costa (à esq.). Também na foto (à dir.), a adotante Marjory Huk, que ficou com um dos whippets resgatados pela veterinária. Foto: Fred Kendi/Gazeta do Povo

Para quem adora animais de estimação, um quintal é como coração de mãe: sempre cabe mais um. Ou dois. No terreno da veterinária Cecília Vargas da Costa, no bairro do Boa Vista, cabem um cavalo, um jumento encontrado às margens da rodovia e uma égua que antes definhava em um terreno baldio. E cães, é claro. Não à toa, ela ganhou o apelido de “Cecília dos whippets” desde que passou a hospedar provisoriamente cães desta raça em sua casa. Só no ano passado foram 36 whippets, que chegaram por denúncias de maus tratos ou abandonados pelos próprios donos. “Esta era uma raça rara, que virou moda. Como os galgos têm muita energia, no primeiro ano os cuidados são mais difíceis e é comum os donos acabarem desistindo deles”, lamenta Cecília, que se encarrega de castrar os animais e encaminhá-los para doação.

Luciana Guedes, proprietária de um hotel para gatos, e a persa fêmea salva de maus-tratos: há um mês, o animal aguarda um novo e definitivo lar.

Luciana Guedes, proprietária de um hotel para gatos, e a persa fêmea salva de maus-tratos: há um mês, o animal aguarda um novo e definitivo lar.

No petshop Fofuras, que ela mantém no Centro Cívico, sãos os felinos que ganham cama e cobertor enquanto esperam um novo lar. Seis mil gatos pernoitaram até serem adotados em feiras. Porém, com a nova resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Cecília não poderá mais prestar este serviço – que é voluntário – por não dispor de local apropriado. “A lei deveria vigorar apenas para a comercialização dos pets, mas não para doações. Afinal, estamos fazendo o trabalho que deveria ser responsabilidade de um órgão público”, contesta.

Hotel
A paulistana Luciana Guedes Leite fez da sua paixão por felinos uma fonte de renda. Em sua casa no Alto da XV, ela mantém dois espaços de cinco metros quadrados por dois e meio e varanda com tela, em pisos separados, onde recebe hóspedes de quatro patas cujos donos viajaram. “Diferentemente dos cães, gatos são territorialistas nos mínimos detalhes e precisam se sentir confortáveis e seguros no ambiente onde estão. Como não passeiam, precisam do seu mundo por perto”, explica ela, que garante preservar ao máximo a rotina dos hóspedes como se estivessem em casa. Para os donos, ela envia fotos e relatórios diários. A diária custa R$ 50 (para até dois gatos), mas acima de cinco dias o valor é negociado. Os proprietários ficam responsáveis por mandar a comida e a caixa de areia, mas cobertinha, arranhador e até mesmo roupas do dono podem minimizar o estresse e a saudade.

Luciana também recebe voluntariamente felinos abandonados e intermedia todo o processo de adoção. “Entrevisto e visito os candidatos para checar se terão condições de receber bem o bichinho. A castração é um compromisso que nós, protetores, temos para evitar novos abandonos”, diz Luciana, que desde janeiro está hospedando um persa exótico com conjuntivite que chegou por denúncia de maus tratos. Para garantir a saúde dos demais felinos, ela só recebe animais já vacinados.

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