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Advogado Rafael e sua jiboia Jiji. Cuidados básicos são indispensáveis - Foto: Fernando Zequinão
Advogado Rafael e sua jiboia Jiji. Cuidados básicos são indispensáveis - Foto: Fernando Zequinão| Foto: Fernando Zequinão

Que cães e gatos são os pets de estimação preferidos e mais comuns nas casas brasileiras já é sabido. Porém, há quem prefira ter um bichinho mais extravagante, como uma cobra jiboia, que pode ultrapassar os dois metros de comprimento. Quem faz essa escolha precisa ficar atento a alguns cuidados específicos.

Primeiramente, para ter uma serpente em casa é necessário adquirir o animal junto a criatórios legalizados, geralmente localizados no interior dos estados de São Paulo e Minas Gerais. No Paraná, está em andamento o processo para a liberação de novos criatórios, e deverá ser definida uma lista de animais que poderão ser comercializados.

O médico veterinário Marcos Makato Ono, que atende principalmente aves e répteis na clínica Pangea Zoo, de Curitiba, alerta que as cobras possuem algumas especificações em relação a outros animais, até mesmo a lagartos. Portanto, antes mesmo da aquisição o pretendente deve estar precavido quanto a estes detalhes.

Quando se tem cachorro e gato, basta ter um espaço na casa ou quintal. Já a serpente, de qualquer espécie, exige um terrário. Marcos explica que este espaço funciona como uma espécie de micro ecossistema, e que o projeto do terrário deve ser específico de acordo com o porte e as necessidades do animal. “Recomendo que o proprietário retire o animal para banhos de sol e passeios”, afirma o veterinário.

O ambiente em que vive o animal requer climatização, que inclui aquecimento e umidade relativa do ar. Não existe a necessidade de colocar o terrário próximo a janelas, pois o ambiente externo pode influenciar no clima necessário para a cobra. Marcos relata que o candidato a ter uma serpente de estimação precisa se familiarizar previamente quanto a estas necessidades.

Prevenção de doenças:

Para garantir uma boa saúde do seu bichinho, o ideal é realizar uma consulta prévia com o veterinário para tomar conhecimento de alguns detalhes:

– Preste a atenção ao comportamento cotidiano. Cobras dificilmente deixam transparecer sinais clínicos de que estão doentes. A exemplo dos gatos, quando isso acontece a patologia pode estar avançada. Isso exige um bom conhecimento do pet.

– Faça consultas preventivas. Leve a serpente de uma a duas vezes no ano para verificação das condições de saúde.

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Alimentação:

Geralmente os animais que servem de alimentos para as serpentes são adquiridos junto a laboratórios, os mesmos que fornecem animais para pesquisas científicas. “São animais de produção livres de doenças”, explica Marcos. Também podem ser criados roedores em casa. Nesse caso, para comercialização dos excedentes, é necessária uma licença junto ao Ibama.

A frequência alimentar das cobras varia de acordo com a idade e tamanho, sendo mais comum realimentar entre 7 e 14 dias. No entanto, esse período pode ser de até meses. “Existe uma relação entre o tamanho do animal e sua alimentação”, reforça Marcos.

Parte da família

Há cerca de 10 anos o advogado e professor universitário Rafael Baggio Berbicz adquiriu Jiji, uma jiboia. O interesse surgiu durante viagem para a praia de Canoa Quebrada, em Fortaleza, quando viu que um rapaz passeava com uma cobra. O turista de Curitiba pegou então informações sobre cativeiro, domesticação, e outros detalhes.

De volta à capital paranaense, informou-se sobre um criatório comercializava cobras legalmente, e que a ele se recomendou um período para a adaptação. Depois de dois a três meses manipulando o animal, a jiboia Jiji foi para o novo lar.

O advogado buscou as orientações necessárias para a preparação prévia. Providenciou um terrário em casa, cuidados com o ambiente e temperatura. O terrário tem duas climatizações, quente e fria, uma vez que a temperatura corporal da cobra se adapta conforme o clima do momento.

“A família toda curtiu o animal, extremamente dócil, e de bom temperamento”, diz Rafael. Hoje Jiji já passa dos dois metros. Um novo terrário, adaptado às necessidades, está sendo construído na casa da chácara em Campo Largo, para onde a família está de mudança. Segundo Rafael, quem pretende seguir o exemplo precisa estar atento a todos os detalhes, garantindo assim a saúde e o bem-estar do animal.

TARTARUGAS – É também fundamental estar consciente das obrigações quando há o interesse em ter em casas outros répteis, como tartarugas tigre d’água e jabotis. Segundo Ricardo Romanetto, responsável pela Reserva Romanetto, para uma boa preservação é necessário manter as espécies em aquaterrários com filtros de água, além da manutenção da temperatura ideal.

“Quem adquire um animal desses precisa ter um planejamento em longo prazo, uma vez que a longevidade de tartarugas permite que vivam mais de 50 anos”, explica ele. Quando o animal cresce, é recomendado o uso de caixas d’água, ou terrários de maior porte.

Não se esqueça: amor e carinho são fundamentais para qualquer espécie de estimação.

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