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Sobe e desce machuca coluna dos cães, mas há solução

Saltos constantes podem acelerar o aparecimento de problemas ósseos e articulares

Marcia Cunha tem uma rampa ao lado da cama, para ajudar seus cinco cães a descerem sem comprometer sua saúde. (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Se você permite que seus pets durmam na cama com você, calma: não precisa espantá-los do conforto do colchão neste momento. É que, por causa da altura da cama (ou do sofá), os saltos constantes para subir e descer podem desencadear uma série de problemas na coluna dos cães. Mas nem tudo está perdido: para manter a saúde óssea dos pets, a dica é investir em escadas ou rampas especiais para eles.

Marcia Cunha, tutora de cinco cães, é adepta da ideia. A princípio, ela comprou a escadinha para Tina Angel, uma poodle de 10 anos, mas logo viu que todos os pets fariam ótimo uso da nova mobília, cada qual com sua justificativa. Tina é cega, tem uma lesão no ligamento cruzado da pata traseira e suspeita de hérnia; Arya e Simba têm pernas curtas e corpo alongado; Crystal tem artrose e Bella, a mais saudável, vivia caindo da cama quando tentava pular. “No começo, eles subiam pela rampa e pulavam da cama, mas em poucos dias aprenderam a subir e descer no lugar certo. Foi um investimento e tanto, não me imagino sem essa escadinha”, conta Marcia.

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Além de facilitar a movimentação dos pets, o produto evita o surgimento de algumas doenças. O médico veterinário ortopedista André Obladen, do Garra Hospital Veterinário, explica que quando os pets saltam de locais muito altos, o impacto não deve ser considerado o fator primário a causar problemas na coluna, como hérnia, artrose e artrite.

Por outro lado, a atividade constante acelera o aparecimento dessas doenças nos animais condrodistróficos, ou seja, que apresentam predisposição a desenvolver problemas de coluna. “Em alguns casos, o trauma ocorre de uma forma rápida e aguda, assim que o cachorro pula”, explica o especialista. Cães das raças dachshund, shih-tsu e lhasa apso fazem parte deste grupo. No caso de pets menores, como pinscher e yorkshire, os saltos frequentes podem causar fraturas e luxação.

Necessidade que virou negócio

O empresário Paulo Dias, 58, tem quatro cães e produz, em média, cem peças, entre escadas e rampas para pets, por mês. A Pet Escadas, sua empresa, surgiu há oito anos a partir da necessidade. Um de seus cães, o maltês Tavinho, que viveu até os 13 anos, tinha dificuldade de locomoção nas patas traseiras e não conseguia acompanhar os outros pets nas aventuras em cima do sofá e da cama.

Por recomendação do médico veterinário, o empresário foi atrás das tais “escadinhas para cachorros” e, depois de muita pesquisa, decidiu fazer uma por conta própria. O resultado foi melhor que o esperado: Tavinho ficou feliz, o veterinário adorou o produto e Paulo passou a vender as escadas em vários estados do Brasil. “Conforme as demandas aparecem, desenvolvemos ideias. As escadinhas e rampas não são um capricho, são necessárias”, comenta.

Material adequado

Para garantir um resultado eficaz, as escadas ou rampas precisam ser feitas com material adequado, caso contrário os cães correm o risco de escorregar. Paulo explica que o tecido do revestimento deve proporcionar aderência e não ser completamente liso. “O couro sintético é ideal para isso e também é fácil de limpar”, afirma.

Outros fatores de risco

Além dos saltos constantes, existem outros fatores que contribuem para o surgimento de problemas na coluna dos pets. O médico veterinário ortopedista André Obladen cita alguns:

  • Sobrepeso
  • Pisos lisos, como porcelanatos
  • Escadas comuns

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