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Ano-novo é tempo de recomeçar

Conheça três pessoas que foram além das “resoluções” e reinventaram a própria vida

Nova carreira

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Aos domingos, Tânia dirigia por 2h30 até Itajaí (SC). Durante quatro dias da semana, ela morava lá para lecionar em uma universidade. Às quintas, pegava a estrada para voltar a Curitiba e trabalhar em seu consultório. A rotina, que era apaixonante, passou a desgastá-la: faltava tempo para ficar com a família. O desejo de mudança surgiu em 2001, quando fez o caminho de Santiago da Compostela e ouviu do padre que, para ser feliz, precisa-se de muito pouco.

Ao regressar ao Brasil, fechou seu consultório. Mas foi somente em 2013, após 18 anos como professora, que tomou coragem. Pediu demissão e começou a estudar hotelaria e o mercado de luxo. No próximo ano, vai se lançar na nova profissão – com o mesmo brilho nos olhos de quando atendeu seu primeiro paciente. “Não é fácil abandonar uma carreira para começar outra. Mas a partir do momento em que você se identifica com algo e se propõe novos desafios, tudo parece se encaixar. É como voltar para casa”, resume Tânia Coelho, de 48 anos, que foi fonoaudióloga por 23 anos e agora vai trabalhar com hotelaria.

Meu escritório é na praia:

A chefe Suzana (à esq.), Leandro e sua mãe, Maria Cristina, no grupo escoteiro: amadurecimento

Arriscar nunca foi um problema para ele. Aos 16 anos, apaixonou-se pela música e trocou uma bicicleta novinha por uma bateria semidestruída. O entusiasmo rendeu, e desde 2005 ele toca profissionalmente na noite curitibana. Além disso, há quatro anos assumiu a fábrica de bordados que a mãe iniciou na década de 1980. Financeiramente, tudo estava ótimo. Mas passar horas trancado em um escritório o fez lembrar do sonho de infância: morar na praia.

Em setembro, ele decidiu abandonar tudo para mudar de vida. Começará 2015 com os três buldogues franceses e a namorada na nova casa, em Florianópolis (SC). Lá, será representante de uma marca de pranchas de stand-up paddle, vai se aperfeiçoar no surfe e, quem sabe, integrar uma nova banda. “Sempre achamos que tudo tem de estar perfeito para uma grande mudança, com os ventos soprando a favor. Mas, na verdade, nunca estaremos totalmente preparados. Então, se é para ir, vai com medo mesmo! Tudo se ajeita depois”, aconselha Eduardo Danielsson, de 34 anos, que largou tudo para morar na praia

Em todos os grandes enredos, cinematográficos ou literários, o personagem principal passa por uma transformação. Muda-se de cidade, de profissão, de visual. A essência permanece intocada, mas a história toma outro rumo. E se a felicidade está na jornada, ainda dá tempo de se perguntar: o que eu verdadeiramente desejo?

Para saber a resposta, é preciso observar-se nas pequenas escolhas do cotidiano, sugere a psicóloga e coaching Emanuelle Araújo. “Diariamente levantamos da cama e optamos por diversas coisas, que vão desde a roupa que iremos vestir, o que vamos comer e até se vamos chegar pontualmente à reunião. As decisões são subjetivas, mas contam muito a respeito de nós mesmos. O ponto é: será que essas escolhas condizem com quem eu sou e com quem quero me tornar?”.

Encontrar as paixões, que podem ainda estar clandestinas dentro de si, é o primeiro passo para dar uma guinada na vida. Com o objetivo claro, é imprescindível preparar-se para a metamorfose. De acordo com o especialista em marketing pessoal Adriano Barbosa, é preciso planejar, gerenciar o tempo e ser criativo. “Se há insatisfação profissional, por exemplo, é possível trabalhar durante o dia, fazer um curso à noite e buscar uma recolocação no mercado”, aconselha. Afinal, não dá para esperar novas conquistas sem alterar as atitudes.

Qualquer mudança deve ser consistente, e precisa ocorrer do interior para o exterior. A aparência também dá pistas sobre os anseios e é capaz de influenciar na hora de alcançar as metas. “Variar muito no estilo transmite a ideia de insegurança e incerteza. Isso pode ser prejudicial para quem almeja uma promoção, por exemplo”, alerta a consultora de imagem e estilo Cris Bemvenutti. “Por outro lado, vestir-se de acordo com os valores da empresa e do cargo pretendido pode acelerar sua ascensão”, observa.

Versão repaginada:

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Sigmund Freud, o pai da psicanálise, disse que o analista deve ser como uma tela em branco, para que o paciente possa projetar suas angústias. Mas a psicanalista Andrea D’haese, de 51 anos, (na montagem acima, observando-se em sua “nova versão”) decidiu transgredir a orientação do mestre, ao menos no visual.

Após muita autoanálise, percebeu que está de bem consigo mesma e, cansada das roupas sóbrias, buscou ajuda profissional para transparecer sua ligação com as artes, que surgiu ainda na adolescência. Esse autoconhecimento a permitiu decidir investir na renovação de sua imagem para o próximo ano. Peças coloridas e estampadas compõem o novo guarda-roupa, que está mais criativo, sem perder a elegância. “A roupa faz o intermédio entre o privado e o social. Assim como ela vela, revela. E viver é uma arte, então por que não refletir isso? Agora eu chego e mostro quem sou. Afinal, não dá para tentar passar para o outro o que não buscamos para nós mesmos”, teoriza ela

Ainda falta coragem? Inspire-se nas ousadias de Tânia, Eduardo e Andrea que, para não serem figurantes da própria biografia, resolveram se reinventar para 2015.

Serviço

Adriano Barbosa, fone (41) 3387-8950, www.pontopessoal.com.br

Cris Bemvenutti, fone (41) 3322-7211, www.crisbemvenutti.com.br

Emanuelle Araújo, fone (41) 3044-0088, www.emanuellearaujo.com.br

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