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As Comissuras de Curitiba

Parte do projeto Melissa Makers, oito curitibanas foram convidadas a criarem intervenções artísticas para representar a cidade onde vivem e sua relação com ela

Na foto as participantes do projeto: Maya Weishof, Adriana Basso, Eduarda Guimarães, Carolina Zibbeti, Thaíssa Esteves, Thainá Sagrado, Fernanda Pompermayer e Bárbara Garret / Isabela Nishijima

“Há algo de precioso na imensidão do espaço urbano. Essa mistura de cimento com gente, que retém e acolhe, que nos veste mas também nos cospe”. Foi assim, com a missão de expressar criativamente a maneira como enxergavam a Curitiba em que vivem, que oito curitibanas foram convidadas pela Melissa para criar, sob a ótica da arte, do design e da moda, representações do ambiente em que vivem, transitam e interagem.

Com o tema Comissuras em mãos, ao longo de cinco meses, Maya Weishof, Adriana Basso, Eduarda Guimarães, Carolina Zibbeti, Thaíssa Esteves, Thainá Sagrado, Fernanda Pompermayer e Bárbara Garret trabalharam juntas, discutindo suas percepções sobre opostos e junções, resultando em três obras genuinamente curitibanas. “A ideia inicial sempre foi se envolver com a cidade, mas a gente não sabia como fazer isso. Durante o processo, a gente achou muito bacana usar os três pilares da marca – moda, design e arte – e quando pensamos no design, por exemplo, achamos que fazer um zine seria ideal para representar a cidade através dessa ótica”, explica a produtora cultural e uma das makers, Carolina Zibbeti.

E as discussões sobre como as pessoas se relacionam com esses três pilares estão longe de serem rasos ou sem conexão com a realidade. Nos três projetos – a instalação de arte, o zine e o vídeo-manifesto – Curitiba aparece sob óticas muito singulares, que mostram como nos fundimos ao ambiente diário e trocamos informações com ele.

A Serra do Mar, que circunda a cidade, foi o objeto de interesse de Maya Weishof, Adriana Basso e Eduarda Guimarães, nessa instalação criada sob os fundamentos do Land Art. / Divulgação

A Serra do Mar, que circunda a cidade, foi o objeto de interesse de Maya Weishof, Adriana Basso e Eduarda Guimarães, nessa instalação criada sob os fundamentos do Land Art. / Isabela Nishijima

O fanzine foi a escolha de Carolina Zibbeti e Thaíssa Esteves. O resultado demostra a força criativa e feminina de Curitiba em 24 páginas de fotos, ilustrações e intervenções. / Divulgação

O fanzine foi a escolha de Carolina Zibbeti e Thaíssa Esteves. O resultado demostra a força criativa e feminina de Curitiba em 24 páginas de fotos, ilustrações e intervenções. / Isabela Nishijima

Fazendo uso de temáticas como a dualidade, o movimento e a relação que existe entre amigas, é impossível não perceber o conteúdo implícito em cada cena, cada foto e cada pincelada. Aqui não existe sexo frágil, questionamentos fúteis ou inspirações vazias. Tudo é cuidadosamente feito para que se pense sobre o seu papel no mundo, quem você é e como o seu ambiente consegue te influenciar. “A gente não tem praia em Curitiba, então quando pensamos em relacionar arte, fotografia e natureza, focamos muito na questão de escape, de como nós fugimos da cidade para buscarmos o equilíbrio”, conta a artista plástica, Maya Weishof, responsável pela instalação “Foi aos pés do Marumbi e voltou” apresentada exclusivamente no evento da Melissa Makers, realizado em Curitiba.

Para os idealizadores do projeto, entender como as curitibanas veem a própria cidade foi um ponto a mais na construção da relação com as consumidoras. “É muito gratificante entender a visão das meninas. Percebo a influência do Brasil da imigração e da representatividade de algumas culturas europeias. Cada uma delas poderia estar representada em um grupo de Nova York ou Londres, o que mostra que existe uma cultura global, mas com peculiaridades locais”, pontua o diretor de operações da Melissa, Paulo Pedó.

Pontos positivos para quem consegue transitar tão bem e questionar coisas que muitas vezes passam despercebidas por olhares menos atentos. E como as meninas ressaltam com seus sentidos aguçados, é na cidade que descobrimos quem somos. “Percebo que é aqui, onde a delicadeza complementa a linha dura e reta da arquitetura, que eu me perco e me acho”. E assim vamos vivendo!

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