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Comportamento

Corpo do verão? É aquele que vai à praia. Divirta-se!

O corpo da mulher brasileira não tem “tudo no lugar”. E está tudo bem! Sem a simetria e uniformidade das fotos super tratadas, veja três exemplos de beleza que te farão rever velhos conceitos …

  • PorBruna Covacci
  • 13/01/2017 17:00
Fotos: Letícia Akemi/Gazeta do Povo
Fotos: Letícia Akemi/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo

O projeto verão mudou de cara. Chegar à estação mais quente do ano com o corpo magro, musculoso e modelado deixou de ser encarado como obrigação. A transformação é um reflexo do crescimento de movimentos que trabalham o conceito de empoderamento feminino. Com eles as mulheres perceberam que ser gorda não é motivo de vergonha, ter os cabelos lisos não é uma necessidade e escolher uma roupa que está na vitrine da loja de fast-fashion pode ser até démodé.

É por isso que neste ano o Viver Bem trocou o clássico editorial de moda praia por fotos de três mulheres que vivem em Curitiba com idade e perfis diferentes. A ideia é contar a relação de cada uma com o seu corpo e o que elas fazem para ir à praia. Um spoiler: as respostas são unanimidade, todas querem sentir-se bem.

Luta diária

Nem sempre é fácil conseguir virar o jogo, desencanar e curtir o corpo da forma como ele é. A estudante de psicologia e criadora do grupo de dança BDNT, que trabalha a aceitação das diferenças e a autoestima feminina, Jade Quoi, 23 anos, passou por muitas turbulências até ter uma boa relação com quem ela é. Em uma família de cinco irmãos, Jade é a mais nova entre as três mulheres. Na sua casa, todo mundo encarava a magreza como ideal. Jade cresceu pensando nisso. Aos 15, enfrentou uma depressão e engordou rapidamente. “As pessoas não perguntavam se eu estava bem, só diziam que eu precisava emagrecer”, lembra.

Tanta pressão fez com que a bailarina se submetesse a dois procedimentos estéticos: redução de mamas e lipoaspiração. “Eu já tinha emagrecido 8 kg antes de cirurgia e depois eliminei mais 9 kg. Passei muito tempo sem reconhecer meu corpo”, conta. Quando chegou ao shape desejado percebeu que aquilo não a fazia feliz. “Fiquei dois anos controlando a alimentação e completamente encanada. Aí resolvi relaxar”, diz.

Aos poucos ela começou a mudar e a reconhecer as qualidades do seu corpo, e ficaram mais “fáceis” as idas à praia. “Enquanto eu estava infeliz com meu corpo ficava para baixo e sentia que eu não tinha o direito de aproveitar o ambiente”. Para ela, a segurança e a auto aceitação permitiram que ela ficasse mais bonita.

“Não conseguia achar nenhum biquíni ou maiô que eu gostasse. Agora aposto naquilo que me deixa confortável, sem regras. A moda atual me agrada, mas se não fosse meu estilo repetiria os biquínis dos anos anteriores sem medo”, finaliza.

Jade Quoi enfrentou depressão aos 15 anos e engordou rapidamente. 
Jade Quoi enfrentou depressão aos 15 anos e engordou rapidamente. | Gazeta do Povo

Gorda de biquíni

Formada em relações internacionais, Carolina Lippmann, 31 anos, sempre foi à praia. Era onde passava o fim de ano e as férias com a família. Gordinha desde os sete anos, foi nessa época que começou a perceber o olhar de repreensão de quem estava por perto. Na adolescência, a situação piorou. “Eu queria ser magra como minhas amigas. Tomei remédios, tive efeitos colaterais terríveis e, se ia à praia, ficava sentada porque tinha vergonha de me mostrar”, conta.

Mesmo com dietas malucas e jejuns o emagrecimento também era uma frustração. “Mesmo que eles funcionassem eu não ia ser magra, seria só um pouco menos gorda. Me sentia uma aberração”, lembra. Para Carolina, um dos motivos que mais dificultou sua própria aceitação é a cultura de padrões estéticos, que a fez crescer achando que tinha algo errado.

Foi aí que ela encontrou diferentes blogs da área que tratavam do assunto e, mais tarde, resolveu abrir a sua página também. “Não quero que ninguém sofra e perca tempo como eu fiz”. Há um ano, ela ficou famosa depois de postar uma foto sua de biquíni na internet. Para a blogueira, não existem motivos para se usar uma cinta na barriga ou cobrir os braços – ela não vai deixar de ser a mesma pessoa.

Hoje, quando vai à praia, Carolina escolhe peças que a deixem confortáveis, nada que vá esconder o seu corpo. “Eu precisei entender que não existe corpo perfeito, existe aquele que te permite ser feliz”, conta.

Carolina Lippmann não escolhe mais peças que escondem seu corpo.
Carolina Lippmann não escolhe mais peças que escondem seu corpo.| Gazeta do Povo

Meu corpo, meu jeito

A grafiteira Laura Luz, 18 anos, sempre teve problemas de autoestima por não se enxergar como as outras meninas e tentar ser diferente. Além dos dentes separados, nunca foi extremamente magra. “Aos 15 anos dei meu primeiro passo para sustentar quem eu era quando decidi não colocar aparelho”, conta.

Quando começou a se olhar no espelho e entender a sua beleza, desencanou. Deixou de usar biquínis enormes para se esconder e colocou o primeiro cortininha – sem camiseta, outra peça de roupa que ela não largava nem mesmo na areia. “Eu me senti maravilhosa! E, aos poucos, a minha confiança fez com que as pessoas enxergassem isso em mim também”.

Laura sabe que não adianta querer controlar o que os outros vão pensar, por isso, para não sofrer ou ficar chateada, a sua dica é aprender a amar a si mesma. “Eu não ligo mais que fiquem me olhando com cara feia, o importante é que eu sei que posso ser quem eu gostaria de ser”. A grafiteira torce para que, cada vez mais, as pessoas deixem de se reprimir e possam se aceitar. “Insegurança bate, é claro. Mas você precisa ser forte e ela passa”, finaliza.

Laura Luz decidiu não colocar aparelho para os dentes aos 15 anos de idade.
Laura Luz decidiu não colocar aparelho para os dentes aos 15 anos de idade.| Leticia Akemi

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SERVIÇO:

Beleza: Douglas Levinsk (cabelo) e Sabrina Calixto (make), W Crystal. Locação: Four Points By Sheraton, Av. Sete de Setembro, 4211, Batel.

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