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Cosplay ajuda a desenvolver novas habilidades e sociabilização

Participantes da MegaCon contam histórias sobre suas fantasias que podem custar até 6 mil

Cosplays participaram do evento MegaCon em São José dos Pinhais. Fotos: Bruna Covacci/Gazeta do Povo

O termo inglês cosplay é usado para representar a mistura de outras duas palavras estrangeiras: costume (fantasia) e roleplay (brincadeira ou interpretação). O hobby faz com que os participantes se fantasiem de personagens fictícios da cultura pop da forma mais fidedigna possível, incluindo a parte teatral da reprodução dos trejeitos. Na MegaCon, evento de cultura geek realizado neste sábado (06), em São José dos Pinhais, diferentes cosplayers conversaram sobre o estilo de vida com o Viver Bem.

Foto: Bruna Covacci

Foto: Bruna Covacci/Gazeta do Povo

Entre os fãs da saga Star Wars, a estudante Andreia Elizabeth Bohn Lüder, 22 anos, se vestiu de Princesa Leia. “Minha escolha foi baseada na admiração. A Leia sempre foi a representação da mulher forte que eu gostaria de ser”. Em 2012, quando começou sua vida de cosplayer, estava com depressão. “Fantasiar-me mudou minha vida. É como se o código Jedi estivesse entrado na minha rotina. Eu só melhorei desde então e agora sou uma mulher muito bem resolvida”, conta.

Foto: Bruna Covacci

Foto: Bruna Covacci/Gazeta do Povo

O pai de Leia, Darth Vader, também foi representado no evento pelo estudante Johann Knorts, 21 anos. A sua fantasia era uma das que mais chamavam atenção. E não é à toa. Para concluir sua caracterização, Knorts já gastou R$ 6 mil. “O Darth Vader é um dos personagens mais clássicos e icônicos do cinema, já com 40 anos. Eu sou fã dele desde criança”, diz. Para aprimorar a fantasia, Knorts participa de grupos para descobrir os locais onde são vendidas as peças mais fidedignas. “O hobby vale a pena porque me ajuda a socializar e aliviar o estresse do dia a dia”, finaliza.

Foto: Bruna Covacci.

Foto: Bruna Covacci/Gazeta do Povo

A socialização também foi o motivo que levou o estudante Bruno Santos, 25 anos, a se tornar um Cosplay. Tatuado e com barba, ele não pode escolher qualquer personagem para se fantasiar. “Faço o Homem-Aranha porque ele é pop, todos gostam dele: adultos e crianças. Além disso, ele esconde as marcas do meu rosto e corpo, que para a vida de cosplay seria uma imperfeição”, confidencia.

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Lucas Voitech, 22 anos, estudante, escolheu outro herói. “Gosto de passar alegria para as pessoas e o Deadpool é um dos heróis que mais brinca”, explica. A fantasia foi desenvolvida por ele mesmo. Só de tecido, Voitech gastou R$ 700. “O cosplay ensina a gente a se virar com as coisas.”

Foto: Bruna Covacci.

Foto: Bruna Covacci/Gazeta do Povo

Bruna Vizzoli, 20 anos, escolheu o personagem masculino Lee Sin, o Monge Cego de League of Legends. Ela, que desde a adolescência gosta de animes, queria vivenciar seu gosto de alguma forma. “Fazer um cosplay e participar de eventos me faz aproveitar mais ainda meu hobby. O ambiente tem tudo o que eu gosto”, diz. Segundo Bruna, quando está vestida, ela tenta ser a personagem. “Estou até com dificuldade para andar, porque a faixa precisa ficar nos meus olhos”, comenta.

Foto: Bruna Covacci.

Foto: Bruna Covacci/Gazeta do Povo

Quem também optou por uma fantasia japonesa foi Isabelle Abujamara Guercheski, 20 anos. Mei Misaki tem uma personalidade que reflete a minha. Ela é calma, reservada e ainda tem apreço por bonecas, como eu”, relata. Desde 2009, sua fantasia é aprimorada e feita em casa com a ajuda da sua mãe. “Eu aprendi a costurar por causa do hobby”. De acordo com ela, mesmo a personagem sendo bastante recatada, ter que interpretá-la fez com que ela se tornasse uma pessoa mais desenvolta e sociável.

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