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Bailarina curitibana de 16 anos é finalista de prêmio em Nova York

Selecionada na etapa brasileira do Youth America Grand Prix (YAGP), Giovanna Fioravanti vai viajar aos Estados Unidos para participar da final do concurso

A bailarina faz parte da Companhia Jovem do Teatro Guaíra há 11 anos. Foto: Giovanna Fioravanti/Arquivo pessoal

Giovanna Fioravanti tem apenas 16 anos de idade e quase a totalidade da sua vida até aqui, 13 anos, foi voltada ao balé. Tamanha dedicação fez com que a jovem bailarina, da Escola de Dança do Teatro Guaíra, fosse selecionada para a final do Youth America Grand Prix (YAGP), uma premiação da arte que será realizada em Nova York, nos Estados Unidos, em abril de 2018.

A história com o balé começou aos três anos de idade, quando Giovanna foi matriculada pela mãe em uma escolinha de dança em Curitiba. Com seis, a menina passou no teste para a escola do Guaíra e, desde então, nunca mais deixou os palcos.

“Eu me formei com 14 anos, em 2015, e continuo fazendo aulas e participando da Companhia Jovem Teatro Guaíra”, conta. Foi com a Cia Jovem que ela viajou a Indaiatuba, São Paulo, para participar da pré-seletiva do concurso internacional.

Esta foi a segunda vez que Giovanna participou do YAGP no Brasil. Da primeira vez, em 2015, ela não estava concorrendo e diz ter ido pela experiência. Mas dois anos depois, mais madura, ela se preparou para competir por uma vaga na final do concurso.

Com tantos anos respirando balé, Giovanna afirma que seu grande sonho é viver da dança. “No ano passado a gente estava ensaiando ‘A Bela e a Fera’ e o papel que eu fazia era o da Grande Rosa. Eu me identifiquei muito com o papel e me vi fazendo aquilo para o resto da minha vida. Aquele papel acendeu uma luz em mim. Hoje em dia estou muito focada no que quero.”

A paixão pelos tutus e sapatilhas é tão grande que a adolescente diz não se incomodar com as exigências da carreira. Em vez de ir do colégio para casa, ela vai para o teatro. “Eu gosto dessa minha vida corrida porque hoje em dia tudo parece tão fútil. É lógico que, às vezes, eu queria fazer outras coisas, mas eu penso que no futuro essa rotina vai fazer toda a diferença na minha vida.”

Giovanna se apresenta durante a seletiva brasileira do Youth America Grand Prix (YAGP). Foto: Arquivo Teatro Guaíra

Giovanna se apresenta durante a seletiva brasileira do Youth America Grand Prix (YAGP). Foto: Arquivo Teatro Guaíra

Concurso

O processo de seleção do YAGP foi intenso. Durante dois dias ela participou de aulas avaliativas junto aos demais concorrentes, sempre sob o olhar atento dos jurados. No terceiro dia, apresentou o solo clássico “O Corsário”, que ela já ensaia regularmente desde fevereiro. “Como eu já estava dançando ‘O Corsário’, essa era uma variação em que eu poderia mostrar mais meu potencial, mostrar um pouco mais de mim.”

A última etapa foi a apresentação de um solo neoclássico. Para isso, ela escolheu “Senda”, com uma coreografia da professora Patricia Otto desenvolvida especialmente para ela. “Foram 147 solistas participando do nível pré ao sênior, que é a minha categoria, de 16 a 19 anos. Pelo que vi na lista foram selecionados mais ou menos 30 solistas, além dos grupos.”

A rotina de ensaios da bailarina, que chega a ser de sete ou oito horas por dia, não mudou ao longo da preparação para o YAGP. Mas foi preciso manter o controle emocional para alcançar o melhor resultado.

“Eu senti que tem que ter uma preparação diferente, pelo fato de ter muita gente concorrendo. A preparação física tem que ser maior, por ter toda a pressão e jurados de países diferentes, enfim. E também é preciso ter uma preparação mental, você tem que ser forte”, avalia Giovanna.

Ela explica que ir para Nova York funciona como uma vitrine. Os candidatos concorrem a bolsas de estudo, vagas em companhias de dança e até mesmo contratos, tudo depende do que os jurados estão buscando em termos de tipo físico e características individuais.

Para se preparar adequadamente, os selecionados ganharam um curso de verão em Indaiatuba. Serão dez dias tendo aulas para aprimorar as habilidades. Funciona como um intensivo para que os bailarinos cheguem com mais segurança aos Estados Unidos.

“Eu ainda estou meio em choque, mas vou dar meu melhor. Vou confiar em mim. Espero que dê tudo certo porque são 11 anos na Escola de Dança do Guaíra e eu quero que eles valham a pena, já que o balé é o que quero para a minha vida.”

Na bagagem para Nova York ela vai levar sonhos ainda maiores. “O objetivo é entrar em uma companhia do exterior e crescer dentro dela. Crescer cada dia mais, porque ninguém é perfeito, e, um dia, ser a primeira bailarina dessa companhia.”

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