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Fotógrafo atende a apelo da filha e perde 40 quilos sem remédios ou cirurgia

O fotógrafo Pedro Serapio diminuiu seu peso de 122 kg para 81 kg depois de aceitar ser voluntário para o trabalho de conclusão do curso de Nutrição Esportiva da filha e mudar o estilo de vida

pedro-serapio-destaqueO fotógrafo Pedro Serápio diminuiu seu peso de 122 kg para 81 kg com alimentação equilibrada e atividades físicas. Foto: Arquivo pessoal

“Eu era uma bomba-relógio e não percebia isso”. É assim que o fotógrafo Pedro Serapio, de 57 anos, descreve seu estilo de vida antes de perder mais de 40 quilos sem remédios e procedimentos cirúrgicos. Com uma rotina estressante em dois empregos, ele não praticava atividades físicas, fumava e estava acostumado a comer o que tivesse vontade. “Eu não tinha disciplina na minha alimentação. Abusava de sanduíches, chocolates comia uma pizza inteira sozinho, não negava um churrasco e bebia muita cerveja”.

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Sem que notasse, a alimentação desregrada prejudicou sua saúde e aumentou significativamente os valores que apareciam na balança. “Eu comia por ansiedade e cheguei a pesar 122 quilos de uma hora para outra. Isso é muito para uma pessoa com 1,80 metro de altura”, relata o morador de Curitiba, que começou a sentir dores no corpo, ouvir um zumbido nos ouvidos e apresentar dificuldade para dormir. “Eu roncava muito à noite, passava o dia cansado e precisava lidar com as fortes dores nos ombros e braços”.

Na época, ele estava com 52 anos, era conhecido como “Pedrão” e acreditava que os sintomas tinham relação com sua idade. “Eu não me importava. Só fui dar atenção ao que estava ocorrendo comigo quando levei um grande susto no shopping”, recorda. Era verão de 2014 e ele acompanhou a esposa Rosana Dias Serapio até um centro comercial de Curitiba para adquirir um medidor de pressão sanguínea.

“Ela é enfermeira e precisava daquele equipamento. Aí decidiu testar em mim e, quando aferiu minha pressão, o resultado foi 24 por 18. Eu estava quase tendo um ataque cardíaco e fiquei muito preocupado”.

A situação fez com que procurasse um médico no dia seguinte e realizasse diversos exames que mostraram altas taxas colesterol, hipertensão e risco elevado para desenvolvimento de diabetes. “Conversei com minha família a respeito disso, e minha filha sugeriu que eu participasse de um trabalho de pós-graduação em nutrição esportiva que ela estava iniciando”.

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Ao perceber que estava com pressão alta, colesterol elevado e prestes a tornar-se um diabético, Pedro Serápio decidiu mudar seu estilo de vida. Foto: Arquivo pessoal

Formada em Educação Física, a personal trainer Priscila Serapio precisava de um voluntário que aceitasse mudar o estilo de vida por meio da alimentação balanceada e dos exercícios físicos. “Eu estava com 52 anos, não tinha disposição para nada e percebi que havia chegado ao limite da minha saúde. Então, aceitei na hora”, recorda o fotógrafo.

Nova dieta

De acordo com Priscila, o processo para perda de peso uniu técnicas de psicologia e conhecimentos de nutrição. “Foram seis meses trabalhando com motivação e mudança de hábitos alimentares. Tiramos o cachorro quente, a pizza, churrasco, farinha, os biscoitos que ele costumava comer sem ter fome, e todos os alimentos industrializados”, afirma a personal trainer.

O começo foi muito difícil, mas o pai estava consciente de que precisava daquilo para sua saúde e de que o resultado interferiria no trabalho de pós-graduação da filha.

“Me esforcei. Troquei o arroz branco pelo integral, diminuí o açúcar e parei de comer chocolate. O primeiro mês foi tão complicado que eu chegava a sonhar que estava comendo pão francês com queijo derretido”, recorda o morador do bairro Água Verde, que também evitava passar perto das feirinhas da cidade para não sentir cheiro de pastel.

No lugar de produtos como esses, Priscila incentivava a ingestão de frutas, verduras, carnes magras e ovos. “Eu montei um cardápio diário que faria a limpeza do organismo por etapas, e ele começou a seguir”. Em uma dessas fases, a jovem sugeriu que o pai comesse bastante maçã verde para estimular a limpeza do pâncreas e equilibrar o PH do suco pancreático. “Em outra, coloquei alimentos para a limpeza intestinal, para o rim, e intercalei com uma dieta com baixo teor de carboidratos”.

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Pedro realizou o processo com a ajuda da filha Pricila Serapio, que é formada em educação física e especializada em nutrição esportiva. Foto: Arquivo pessoal

Ela também estimulou o pai a fazer jejum intermitente, ficando até 18 horas sem comer. “Logo na sequência, eu promovia uma dieta cetogênica que quebrava esse jejum com carne magra, proteínas de absorção lenta como ovos, vegetais de cor verde escura e alimentos de gordura boa, assim como abacate, coco e o amendoim”, explicou a profissional de educação física.

Em apenas 20 dias, Serápio percebeu os primeiros resultados e se animou a continuar. “Quando vi que estava perdendo peso, larguei definitivamente as massas, parei de comer sal e substituí o açúcar pelo mel”, relata o fotógrafo. Além disso, a filha o convenceu de que continuar bebendo cerveja prejudicaria a dieta. “Como cada latinha tem o mesmo efeito de um pão francês, também decidi parar e comecei a desviar das gôndolas que ofereciam cerveja no supermercado”, revela.

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Alimentação e exercícios

Aos poucos, ele percebeu a qualidade de seu sono melhorar, assim como a disposição para realizar as atividades do dia a dia. “Parei de roncar e as dores que eu sentia também diminuíram”. No entanto, a flacidez no corpo começou a incomodá-lo e a filha aproveitou isso para incentivar  a prática de exercícios.

O fotógrafo só iniciou a musculação depois de perder 27 quilos e regularizar a pressão sanguínea por meio da alimentação. Foto: Albari Rosa

“Nesse processo de seis meses, eu despertei nele uma vontade gigante de fazer atividade física, a ponto dele perguntar diariamente quando poderia ir à academia”, relata Priscila.

No entanto, isso só ocorreria no momento certo. “Eu falava que ainda ia demorar”, conta a personal trainer, que só deixou o pai iniciar atividades físicas depois de perder 27 quilos, regularizar a pressão sanguínea e melhorar o resultado dos outros exames por meio da alimentação.

Quando esse dia chegou – 25 de outubro de 2014 – Serápio se matriculou na academia em que a filha trabalhava e recebeu acompanhamento pessoal da professora nos treinos. “Ela me passava diversos exercícios, falava a quantidade de peso que eu deveria levantar para não exagerar e eu fui percebendo a flacidez diminuir”, relata o fotógrafo.

A atividade física associada à dieta natural ajudaram o curitibano a eliminar a flacidez sem uso de remédios ou cirurgia. Foto: Albari Rosa

Além de caprichar na musculação, ele também seguia uma dieta rigorosa após os treinos com receitas ricas em farinha de aveia, carne de frango, peixe, algumas frutas e amendoim. ”O pai nunca tomou suplementos como Whey, por exemplo, porque a dieta natural associada aos exercícios foram o suficiente para chegar aos 81 quilos sem precisar fazer cirurgia de retirada de pele”, comemorou a filha, que entregou o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da pós-graduação com uma experiência de sucesso.

Estilo de vida

Após a mudança de estilo de vida, Pedro trocou as calças de tamanho 52 por peças de número 40, e as camisas de número 7 deram lugar às de número 3. “Hoje tudo serve e não tenho mais dificuldade na hora de fazer compras”, brinca o fotógrafo, que está com 57 anos, se aposentou e parou de fumar.

Pedro Serapio: “Passei por uma mudança completa e hoje tenho outra perspectiva de vida”. Foto: Albari Rosa.

Segundo ele, a força dos pulmões é utilizada agora para manter a rotina de musculação e se aventurar em outros esportes como muay thai e montanhismo. “Se me convidam para subir o Pico do Marumbi, eu vou. Passei por uma mudança completa e hoje tenho outra perspectiva de vida. Consegui entender que os remédios estão na alimentação, e é essa conscientização que fez a diferença”, finaliza.

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