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Há 40 anos ele busca a resposta: existem seres de outro planeta?

Sempre que aparece algum sinal de que seres de outros planetas possam estar em busca de contato ou levando humanos para dentro de suas naves, é lá que A. J. Gevaerd vai estar

A. J. Gevaerd é responsável por uma publicação dedicada ao assunto e é um dos maiores especialistas em ufologia do Brasil. Foto: Arquivo pessoal.

No dia 13 de abril, completa 40 anos um dos casos mais emblemáticos da história paranaense para quem acompanha o universo da ufologia — o episódio da suposta abdução dos irmãos Jocelino e Roberto Carlos de Mattos.

Naquela noite, em Maringá, eles teriam sido levados para dentro de uma nave extraterrestre, em uma história que ficou conhecida com o Caso Jardim Alvorada. Essa data sacudiu a rotina dos irmãos Mattos, mas mudou a vida de um outro maringaense, na época com 17 anos: Ademar José Gevaerd, ou A.J. Gevaerd, como ele prefere ser chamado.

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De lá para cá, ele se transformou em um dos grandes nomes da ufologia nacional. Embora se interessasse pelo assunto desde criança e tenha chegado a fazer palestras na cidade sobre o tema, foi com o caso dos irmãos Mattos que ele intensificou a correspondência com especialistas estrangeiros, se tornando uma espécie de fonte oficial das informações sobre o episódio. “Acho que os caras que se correspondiam comigo não tinham ideia de que eu era um moleque de 17 anos”, diverte-se.

O episódio chegou a render seu único livro, que Gevaerd conta ter publicado sem nem saber: o “Abductions at Maringá”.

“Eu tinha muito conhecimento para trabalhar naquele caso. Aí eu fiz isso, inclusive sob hipnose agressiva; um médico fazia as hipnoses e eu produzia os relatórios, mandava para esses amigos nos Estados Unidos em inglês e redistribuía em português. E alguém lá estava pegando esses materiais e fez um livro. Um dia eu vou na caixa postal, abro e tem um livro em meu nome, publicado nos Estados Unidos. Eu não tenho nenhuma cópia dele. Eu tinha até um tempo atrás, não tenho mais”, recorda.

De lá para cá, os caminhos de Gevaerd foram para onde os rastros dos aliens o levaram, marcando também a vida da família do ufólogo. Os dois filhos, Daniel, publicitário de 36 anos, e Pedro, de 14, são um de cada casamento e residem em Campo Grande, onde ele também morou por 26 anos. Sua filha Daniela, que hoje estaria com 32 anos, faleceu de acidente de carro em 2015 e era uma grande entusiasta da ufologia, assim como pai, que a homenageia nos eventos que promove para discutir a temática.

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Um trabalho árduo

Sempre que aparece algum sinal de que seres de outros planetas possam estar em busca de contato, se revelando para pessoas comuns ou levando humanos para dentro de suas naves, é lá que Gevaerd vai estar. “Por exemplo, se tem uma ocorrência e alguém me liga lá de Campo Mourão e me diz ‘Seu Gevaerd, um ‘bacião’ pousou na minha plantação de repolho’. Eu largo tudo e vou para lá. Quando é um caso de pouso, perseguição de automóvel, caso aeronáutico, caso que tem evidências físicas, de abdução, eu largo tudo e vou”, diz.

Sempre que aparece algum sinal de que seres de outros planetas possam estar em busca de contato, ele estará lá. Foto: Arquivo pessoal

O desejo de estudar os indícios de uma visita extraterrestre já o carregou por todo o Brasil. Em casos de grande projeção como o do ET de Varginha, era lá que ele estava, mas este é apenas um dos exemplos.

“Os momentos em que eu fiquei mais perto destas evidências são as minhas pesquisas na Amazônia, os agroglifos [grandes círculos desenhados nas plantações em fazendas por todo o mundo], que inclusive tem aqui em Prudentópolis (PR). Na Amazônia, teve a Operação Prato, uma pesquisa realizada pela Força Aérea Brasileira durante quatro meses em 1977 para determinar a natureza de luzes que estavam atacando as pessoas. Milhares. Quatro pessoas faleceram. A Força Aérea interviu, e produziu a Operação Prato, que fez fotografias, filmes e tudo”, relembra.

Para sustentar a curiosidade, até que a ufologia se tornasse sua profissão, Gevaerd já foi professor de cursinhos de inglês e de química, disciplinas que aprendeu como autodidata. “Estudei química em várias universidades (Católica do Paraná, Estadual de Maringá e Federal de Mato Grosso do Sul), mas não me formei. Paralelamente à Ufologia, eu tinha o sonho de ser cientista na área da química. Mas a Ufologia falou mais forte e abandonei. Me mudei para Campo Grande aos 20 anos e lá passei quatro lecionando química orgânica e inglês, abandonando o magistério para lançar e me dedicar somente à revista”.

Ele se refere à revista UFO, publicação à qual hoje se ocupa integralmente e sob cuja chancela organiza eventos no Brasil inteiro, para discutir aspectos como os sinais de abdução, os estudos feitos na área e a defesa de que não apenas existe vida fora da Terra, como também, sim, somos constantemente visitados. “Na nossa galáxia, que é apenas uma entre bilhões, existem estimadamente 200 bilhões de estrelas. O sol é uma estrela – uma que tem astros ao redor e um deles é um planeta com vida. Se for assim, nós temos 200 bilhões de planetas com vida”.

Para Gevaerd, o fato de que nós terráqueos também tentamos visitar outros planetas é uma evidência de que outros seres, se dispõem de tecnologias mais evoluídas que a do homem, também devem ter a mesma ambição.

“A nossa tecnologia só permite dar um pulinho ali, com a maior dificuldade; em 100 anos, vamos estar indo a esses tantos outros planetas do universo, com vida ou sem vida, e vamos fazer a mesma coisa que eles estão fazendo aqui”, diz.

Questão de tempo

A existência de vida inteligente fora da Terra pode ainda não ser um fato publicamente confirmado e aceito pela totalidade da população. Mas isso, segundo Gevaerd, é apenas uma questão de tempo. “Cada vez que eu converso com um ufólogo e pergunto qual a porcentagem de pessoas da Terra que já foram abduzidas, invariavelmente me dão o número de 1%. São 80 milhões de pessoas! Ainda que você divida esse número por 10 várias vezes, há ainda um grande número de pessoas que já foram abduzidas”, diz.

Enquanto a ufologia ainda for vista com desconfiança por muitos, ele segue em Curitiba, onde mora há 12 anos, acompanhando os casos e cobrando do governo brasileiro que libere completamente os arquivos e registros de casos passados no país e que, segundo ele, foram confirmados, mas não são de conhecimento público.

“O governo brasileiro vem investigando discos voadores. Se você perguntar, eles admitem, mas não fazem propaganda. Vêm pesquisando em várias épocas da história, anos 60, 80, e agora não existem mais pesquisas, mas existe um contínuo registro de ocorrências ufológicas em todas as cidades do Brasil. (…) a revista UFO fez uma campanha chamada “UFOS: Liberdade de informação já”, pedindo ao governo que abrisse os arquivos. Deu certo, hoje nós temos 20 mil páginas de documentos liberados para acesso público no arquivo nacional”, revela.

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