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Mamãe sarada: como manter os exercícios físicos até o fim da gravidez

A curitibana Gabriela Grimm, de 27 anos, manteve a prática de musculação durante os nove meses de gestação e conseguiu inúmeros benefícios

Gabriela Grimm , aos 8 meses de gravidez e focada nos exercícios . Foto: Leticia Akemi

De costas, Gabriela Cássia Grimm, de 27 anos, parece suas colegas assíduas de academia. Com um corpo definido e muita disposição, ela faz inúmeros exercícios que fortalecem bíceps, tríceps e todos os músculos que a barriga de nove meses de gestação permite.

“Várias pessoas ficam admiradas quando me veem porque tenho ânimo para me exercitar, estou magra, forte e sem inchaços”, afirmou a moradora de Curitiba, na 38ª semana de gravidez.

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Acostumada a caminhar, pedalar e frequentar a academia diariamente, ela decidiu seguir com a rotina de exercícios quando descobriu que esperava seu segundo bebê. “Eu vinha de um momento com bastante treino. Estava frequentando a academia diariamente e fazendo ciclismo”, relata a curitibana, que pedalou 30 quilômetros um fim de semana antes de saber que estava grávida. “Foi um susto quando descobri, mas estava tudo bem comigo e com o bebê”, recorda.

Por isso, já nas primeiras consultas de pré-natal, ela perguntou à médica que lhe atendia se poderia continuar a prática de atividades físicas durante a gestação.

“Ela disse para eu manter tranquilamente minha rotina, contanto que eu estivesse bem de saúde e com disposição. Era só diminuir a intensidade dos exercícios”, afirma Gabriela, que alterou o treino realizado na academia, diminuiu o peso nos aparelhos, e trocou o ciclismo por caminhadas.

De acordo com o médico obstetra Marcelo Guimarães Rodrigues, que atua nos hospitais Evangélico e Trabalhador, em Curitiba, praticar atividade física durante a gravidez é a melhor maneira de evitar o ganho de peso e outras queixas comuns nessa fase.

“Se a gestante não fizer exercícios, acabará engordando demais e, por isso, ficará com dores nas costas e terá dificuldades para caminhar”, afirma.

No caso de Gabriela, essas mudanças foram perceptíveis entre sua primeira gestação — com 24 anos — e a atual. “Na gravidez da minha filha Aurora eu não me cuidei tanto, então engordei 12 quilos, fiquei bem inchada e sem disposição. Agora, não tenho nenhum desses problemas e ganhei apenas nove quilos”.

Os exercícios fizeram com que Gabriela permanecesse magra, forte e sem inchaços durante a gestação. Foto: Leticia Akemi

Além disso, Rodrigues explica que os exercícios físicos também ajudam a mãe a voltar ao peso normal após o nascimento do bebê. “Ou seja, a atividade física ajuda a mãe durante e após a gestação”, pontua o especialista, que verifica o ganho de peso das pacientes conforme o Índice de Massa Corporal (IMC).

“Pacientes muito magras com IMC menor que 18 podem engordar até 18 kg durante a gravidez, enquanto as mulheres com IMC normal entre 21 e 35 ganham até 9 kg, e as com sobrepeso não podem engordar mais do que 7,5 kg”, explica.

Segundo ele, o aumento excessivo de peso, principalmente em gestantes obesas, pode levar ao desenvolvimento de doenças como diabetes e hipertensão, que são perigosas para a mãe e para o bebê. “Então, todas as mulheres que já fazem atividade física devem continuar durante a gravidez, e as que não fazem devem começar”.

Como se exercitar na gravidez?

No entanto, alguns cuidados são necessários para garantir que a prática de exercícios seja benéfica. O primeiro deles, de acordo com o médico, é evitar atividades com muito impacto. “Pacientes sedentários podem iniciar com pilates e hidroginástica, para evitar lesões”, sugere.

Já as mulheres acostumadas com atividades físicas devem reduzir a intensidade. “No caso de uma gestante que goste de correr longas distâncias, por exemplo, é importante diminuir os percursos no início da gravidez e preferir caminhadas ao final. Até porque a barriga não vai deixar ela correr”, aponta o especialista, que indica a realização das atividades com o acompanhamento de um profissional especializado.

Em todas as fases da gestação, Gabriela teve a supervisão de professores de educação física. Foto: Leticia Akemi

A curitibana Gabriela seguiu essas orientações e, em todas as fases da gestação, teve a supervisão de professores de educação física. “Eles me ajudavam a escolher a carga adequada nos aparelhos de musculação e a selecionar os melhores exercícios”, afirma Gabriela.

Só que não adiantava simplesmente ter a supervisão de um profissional. De acordo com ela, manter a rotina de exercícios também exigiu determinação. “Eu venho sozinha para a academia porque meu marido fica com nossa filha mais velha”, comenta. Além disso, a curitibana ainda precisou dividir seu tempo entre o trabalho em casa e os estudos como doutoranda em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“Tenho uma rotina bem intensa, mas fiz questão de tirar uma hora diariamente para manter a prática de atividades físicas. Foi uma decisão que tomei pela minha saúde e pela minha bebê, Catarina”.

Segundo a personal trainer Larissa Cunha, especialista em treinamento desportivo e que coordenou os treinos de Gabriela, a aluna também lidou com as mudanças em seu corpo e não se desanimou com as alterações hormonais comuns durante a gravidez. “Isso porque, a cada trimestre da gestação, as mulheres podem apresentar fatores fisiológicos que alteram sua rotina”, explica Larissa.

Nos primeiros três meses, por exemplo, é comum a gestante apresentar sonolência excessiva, seios doloridos, e ainda enjoos, náuseas e vômitos. “Já no segundo trimestre, ela percebe o crescimento mais rápido da barriga, e no final da gestação poderá sofrer com edemas e inchaços”, informa a personal trainer.

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No caso de Gabriela, o calor intenso durante o verão também trouxe dificuldades. “Os meses de janeiro e fevereiro deste ano foram muito quentes e eu comecei a passar mal na academia com pressão baixa”, disse. Segundo ela, a situação não trazia riscos à sua saúde, mas prejudicava seu rendimento. “Alterei minha atividade para o pilates durante dois meses, e foi ótimo!”, garante Gabriela, que retornou à academia em março.

Com o crescimento acentuado da barriga nessa fase, ela passou a realizar musculação quatro vezes por semana, alternando entre exercícios com pesos e atividade aeróbicas. “Ela faz caminhada na esteira e uma série de musculação voltada ao fortalecimento muscular, articular e que estimula a circulação”, informa a professora Larissa.

Além disso, a aluna evitou exercícios de agachamento nos últimos meses da gravidez e passou a usar o peso do corpo nos movimentos. “Fiz isso até o final da gestação e também comecei a praticar yoga”, acrescenta Gabriela, que conseguiu inúmeros benefícios.

Com 38 semanas de gestação, Gabriela frequentava a academia quatro vezes por semana, caminhava e praticava yoga. Foto: Leticia Akemi

“Além de fortalecer meu corpo para o parto, os exercícios me deixaram mais disposta e melhorou minha autoestima. Afinal, eu percebia que conseguia fazer os exercícios e estava dando o melhor de mim pela minha bebê”.

De acordo com o obstetra Marcelo Rodrigues, a prática de exercícios pode ocorrer até o dia anterior ao nascimento, evitando a incontinência urinária depois do parto e fortalecendo a musculatura da gestante. “Só não é recomendado em casos com ameaça de aborto, rompimento prematuro da bolsa ou algum outro problema grave na gestação”, pontua.

Ainda segundo ele, os exercícios podem ser retomados 40 dias após o parto normal e aproximadamente 50 dias depois da cesárea. “Algumas mulheres são mais sensíveis, mas esse é o tempo médio”, explica o médico, que orienta o retorno à prática de exercícios assim que a mãe estiver recuperada. “Assim, junto com a amamentação e uma alimentação saudável, a atividade física a ajudará a voltar para seu peso normal com muito mais facilidade”.

*Nascimento da Catarina
Gabriela entrou em trabalho de parto na última terça-feira (7) e, em menos de cinco horas de contrações, viu o rosto da pequena Catarina pela primeira vez. “Foi um parto natural muito rápido”, afirmou a mãe, que estava limpando a casa após o almoço quando sentiu as primeiras contrações. “Fui ao hospital e, às 17h30, já estava com ela em meus braços”. Catarina nasceu saudável com 51 centímetros de comprimento e pesando 3,3 kg.

A bebê Catarina nasceu saudável com 51 centímetros de comprimento e pesando 3,3 kg. Foto: Arquivo pessoal/Gabriela Grimm

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