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Rafaela brinca e corre antes de receber a peruca. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Rafaela brinca e corre antes de receber a peruca. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo

No dia 12 de setembro, a advogada Loraine Bender descobriu que sua filha de sete anos, Rafaela, estava com câncer. O tratamento teve início dez dias depois. A mãe, sabendo que logo o cabelo da filha começaria a cair, cortou-o e salvou as mechas para que estas fizessem parte da peruca confeccionada pelo ONG Atitude na Cabeça. Na última segunda-feira (31), último dia da Campanha do Outubro Rosa na rede Torriton Beauty & Hair, Rafaela recebeu seu presente: uma linda peruca loira e mais confiança para seguir em frente no seu tratamento.

A felicidade de Loraine e Rafaela ao colocarem a peruca na menina. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
A felicidade de Loraine e Rafaela ao colocarem a peruca na menina. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

De sorriso fácil, Rafaela tem um grande apoio da família, amigos e conhecidos. “A tia e prima dela, uma amiga minha do trabalho e mais três pessoas doaram o cabelo para a ONG. Eu também cortei o meu e pensei em raspar, assim como meu filho, mas a Rafa pediu para que eu não o fizesse”, conta Loraine. Apoiando a menina, que se trata no Hospital Pequeno Príncipe, até o zelador do prédio onde mora está careca.

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Loraine afirma que as ações da ONG Atitude na Cabeça estão sendo fundamentais durante o tratamento de Rafaela, que estuda em casa já que seu sistema imunológico está enfraquecido. “Conheci a instituição por meio de uma amiga e lembrei logo depois do diagnóstico. A Suely [presidente da ONG] tem um grande coração. Essa peruca é um grande presente”, diz a mãe.

Suely mostra como arrumar a peruca para ficar natural. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Suely mostra como arrumar a peruca para ficar natural. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Rafaela tem um neuroblastoma na glândula supra renal. Segundo a Sociedade Americana de Câncer, esse câncer atinge crianças de até dez anos e aparece, em um terço das vezes, nessas glândulas responsáveis pela produção de hormônios que ajudam a controlar a frequência cardíaca, pressão sanguínea, a quantidade de açúcar no sangue e a reação do corpo ao stress.

A menina posa com a peruca parcialmente confeccionada com o seu cabelo. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
A menina posa com a peruca parcialmente confeccionada com o seu cabelo. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Campanha do Outubro Rosa

Durante outubro, a rede Torriton Beauty & Hair ofereceu cortes gratuitos a quem estivesse disposto a doar o cabelo para a Organização de Suely. Foram mais de 250 cortes de cabelo, além das doações em dinheiro.

A partir de novembro o corte volta a ser cobrado, mas o salão continuará a destinar as doações para a ONG.

Aproveitando o embalo, a metri Juceline Rodrigues também esteve presente no Torriton nesta segunda-feira. Ela ficou sabendo da campanha pelo Facebook e notou que possuía o comprimento mínimo para a doação (20 cm). Juceline tinha vontade de doar o cabelo, mas não sabia como. “Foi quando vi a campanha no Facebook.  Não é preciso que a doença apareça entre a família ou amigos para tomar uma atitude. Sempre que podemos, devemos semear o bem“, defende a metri.

Suely separa o cabelo de Juceline para que não haja perda de fios na hora do corte. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Suely separa o cabelo de Juceline para que não haja perda de fios na hora do corte. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Juceline garante que quer deixar o cabelo crescer para poder doá-lo de novo.”Vou incentivar minhas amigas que têm cabelo comprido para ajudarem nessa causa. É uma atitude simples e auxilia no resgate da auto-estima de quem está na luta”, finaliza.

Juceline mostra a quantidade do seu cabelo que será doada à ONG. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Juceline mostra a quantidade do seu cabelo que será doada à ONG. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Como doar?

Segundo Suely, para confeccionar uma peruca são necessárias cerca de quatro doações. As doações podem ser feitas por qualquer um disposto a cortar 20 cm do cabelo, no mínimo. As madeixas, virgens ou pintadas, devem ser lavadas um dia antes da doação para que o cabelo não esteja úmido e estrague. Antes da transformação, é preciso prender o cabelo em pequena mechas para evitar que fios sejam perdidos durante o processo.

Rafaela e Juceline, dois lados da doação. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Rafaela e Juceline, dois lados da doação. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Se for cacheado, a cada três mechas é aconselhado fazer uma trança para evitar que o cabelo embarace. Guarde-o em uma embalagem plástica tipo zip lock e, se possível, não o dobre em seu comprimento. O Outubro Rosa acabou, mas as doações e requisições de perucas continuam sendo feitas no escritório da Atitude na Cabeça, localizado na Rua Francisco Rocha, 1.544 – Bigorrilho. O telefone para contato é (41) 9146-1383.

Rafaela agora poderá trançar o cabelo de novo, como tanto gosta. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Rafaela agora poderá trançar o cabelo de novo, como tanto gosta. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo
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