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Menina com Síndrome de Down emociona ao escrever a primeira palavra: “amor”

“Parece uma coisa pequena, mas é algo que vem de um trabalho muito grande, diário, que exige muita entrega”, conta a mãe

Menina com síndrome de down emociona ao escrever sua primeira palavra: "amor"Aos 6 anos, Ana está em processo de alfabetização. Foto: Reprodução

Até quem não é mãe sabe que as pequenas conquistas das crianças emocionam e são inspiradoras. Quando a criança tem um necessidade especial, essa inspiração é maior ainda. Marilê Bravo sabe exatamente o que isso significa. Essa semana presenciou sua filha Ana, de 6 anos, que tem Síndrome de Down, escrever uma de suas primeiras palavras: “amor”.

“Ela está começando a escrever. É um trabalho de muita dedicação para poder sair aquele ‘amor’, letra por letra”, explica Marilê. A primeira palavra de Ana foi seu próprio nome, e agora cada nova palavra é vista como uma grande conquista. 

“Nesse vídeo eu me senti como se estivesse ganhando na mega-sena dez vezes no mesmo dia”, a mãe brinca. E continua: “ontem foi muito bom. Parece uma coisa pequena, mas é algo que vem de um trabalho muito grande, diário, que exige muita entrega”.

VEJA O VÍDEO:

Marilê conta que Ana faz fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicopedagoga/psicoterapia duas vezes por semana, além de ir para a escola à tarde. Nas manhãs livres, a mãe se dedica em realizar as lições de casa com a filha e ensiná-la cada vez mais, através de atividades lúdicas e brincadeiras.

“O estímulo é a grande chave pra essa vitória. Desde que ela nasceu, eu sou incansável. Eu tento sempre estimulá-la, ver coisas novas, ir à escola. Eu sei o potencial dela e tenho que aproveitar esse potencial”, diz. 

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Nas atividades cotidianas, Marilê sempre inclui as que incentivam a coordenação motora, a alfabetização e outros processos que permitam o desenvolvimento da filha. “Vem de dentro do meu coração”, a mãe diz sobre os cuidados, paciência e incentivo na educação de Ana.

No primeiro ano do ensino fundamental, em uma escola municipal em Curitiba, Ana adora a escola. “Ela gosta de estar no agito, no meio de gente, é uma criança super sociável”, conta.

“A inclusão não é uma coisa que está pronta, é um processo que a gente tem que construir. Nem todos os lugares estão adaptados para receber essas crianças, tem que ter uma via de mão dupla, a família e a escola caminhando juntas”, diz a mãe.

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