Morte de Yasmim Gabrielle, ex-assistente mirim de Raul Gil, alerta para depressão

A cantora mirim Yasmim Gabrielle, conhecida por suas apresentações no Programa Raul Gil, morreu neste domingo (21) e postagens indicam para suicídio

A adolescente Yasmim Gabrielle, morreu neste domingo (21). Foto: Reprodução/Instagram

“A depressão é uma doença que está acabando com nossas crianças”. Esse foi o alerta divulgado pelo produtor musical Raul Gil Junior neste domingo (21) ao lamentar a morte da cantora mirim Yasmim Gabrielle Amaral, de 17 anos. “Infelizmente, nesta manhã perdemos nossa Yasmim”, escreveu em sua página no Instagram.

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Yasmim ficou conhecida nacionalmente por suas apresentações musicais no Programa Raul Gil, do SBT, e pela maneira espontânea de responder às perguntas do “vovô Raul”  — como ela chamava o apresentador.

A garota recebeu muito destaque, chegou a trabalhar como assistente de palco do programa e conquistou a simpatia do público. Sua última apresentação em rede nacional ocorreu em 2017, quando ela voltou a cantar no Programa Raul Gil e lembrou suas performances mirins. Na mesma aparição, ela falou da morte da mãe e do irmão de 23 anos, vítimas de câncer.

Yasmim ficou conhecida nacionalmente por suas apresentações musicais no Programa Raul Gil, do SBT. Foto: Reprodução/Instagram

No programa, a garota afirmou que estava estudando, morava com o pai no município paulista de Santa Isabel e sonhava em fazer Medicina. No entanto, meses depois ela enfrentou depressão e vários comentários de amigos e parentes em suas redes sociais neste fim de semana indicam que a adolescente tenha cometido suicídio devido à doença.

“Isso se chama depressão, não é brincadeira e não é querer aparecer”, afirma um comentário. “Só quem tem ou já teve sabe o que é a depressão: uma doença maldita que chega para acabar com a pessoa”, completou outro.

Em 2017, quando completou 16 anos, ela publicou uma montagem de fotos de suas participações na atração do SBT. “Quando eu vi, já era ontem e, de repente, minha infância acabou. Meus medos? Bem, alguns deles me deparo todos os dias. A questão é que a vida passa em questão de segundos. Ontem eu tinha medo de cair da bicicleta e me machucar, hoje eu tenho medo das pessoas. E me machuco sempre. E hoje só tenho a pedir saúde, paz, proteção e felicidade na minha vida. E que venham as dificuldades pois posso não estar totalmente pronta, mas juro que vou sobreviver a elas”, escreveu a jovem na ocasião.

A doença

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos e, até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta. Além disso, o Brasil é campeão de casos na América Latina com quase 6% da população – um total de 11,5 milhões de pessoas – vítimas da doença, segundo a OMS.

Em sua página no Instagram, o produtor musical Raul Gil Junior lamentou a morte da cantora mirim e alertou para o perigo da depressão. Foto: reprodução/Instagram

Isso não significa que todas as pessoas que sentem tristeza algumas horas do dia sofram desse problema. No entanto, se o sentimento que incomoda é uma “dor de existir” que demora muito a passar e vem acompanhado da falta de vontade de fazer coisas cotidianas e – em situações extremas – até de falta de vontade de viver, é necessário procurar ajuda de um psicoterapeuta.

O psicólogo fará uma série de perguntas sobre seu estado físico e emocional e você terá a oportunidade de falar mais sobre as situações que lhe causam ansiedade, sem julgamentos. Em alguns casos, o terapeuta também pode recomendar o acompanhamento de um psiquiatra, que receitará o uso de medicações específicas para diminuir a ansiedade.

Procure ajuda

No início desde ano, por exemplo, o cantor Justin Bieber, de 24 anos, também sofreu de depressão e buscou ajuda. Segundo o depoimento de algumas fontes próximas do rapaz à revista americana People, o cantor focou em melhorar sua saúde mental e usou a terapia para isso. Apesar de estar “muito feliz” em seu relacionamento com a modelo Hailey Baldwin, 22, Bieber estaria “esgotado e cansado”.

Quem estiver passando por dificuldades assim e não conseguir conversar com amigos e familiares também pode procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188. O número está disponível em todo o território nacional e os voluntários atuam 24 horas por dia para oferecer apoio emocional e prevenir o suicídio.

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