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Comportamento

Não ter tempo para nada, nem para a família, não é sinônimo de status

Há três meses morando em Curitiba, o jornalista Marcos Piangers deu mais uma guinada na vida ao colocar o tempo para as filhas e para família como prioridade

  • PorKatia Michelle
  • 26/05/2017 15:00
“Existe um culto ao homem ocupado à mulher ocupada. Parece que a falta de tempo é determinante para você se sentir útil", diz Piangers. Foto: Gustavo Andrade/divulgação
“Existe um culto ao homem ocupado à mulher ocupada. Parece que a falta de tempo é determinante para você se sentir útil", diz Piangers. Foto: Gustavo Andrade/divulgação| Foto: Gustavo Andrade

Desde que se mudou para Curitiba com a mulher e as duas filhas, Marcos Piangers tem colocado em prática o que defende na literatura: ter tempo de qualidade para a família e exclusivo para cada uma das meninas, Anita, de 12 anos e Aurora, de 5. A busca pela dinâmica “tempo e exclusividade”, aliás, surgiu do desejo de viver uma vida plena,  mas também foi inspirada nas centenas de histórias que recebe dos pais e mães que leram o livro de crônicas “O Papai é Pop” , assinado por Piangers, e que dividem com o autor as dores e delícias dessa difícil e divertida arte que é criar filhos e viver.

No livro, que já tem mais de 150 mil cópias vendidas,  Piangers conta um pouco da sua história: o menino que cresceu sem pai e decidiu dar (e ter) uma experiência intensa com a paternidade e ficar muito próximo das filhas e da família. Mas o que isso tem de extraordinário? Muito, já que cada vez mais existe uma dicotomia na realidade social. “A gente passa muito tempo preocupado com coisas desimportantes, como dinheiro, fama, poder, consumo e pouco tempo focado no que importa”, salienta Piangers.

E foi ao perceber a efemeridade dessas preocupações que ele se deu conta de que tempo é uma questão de opção e prioridade e parou de responder positivamente à perguntas como “correria?”. Para ele, é automático as pessoas responderem que “sim, está uma correria” até que isso vire um círculo vicioso em que estar extremamente atarefado seja sinal de status e poder.

“Existe um culto ao homem ocupado à mulher ocupada. Parece que a falta de tempo é determinante para você se sentir útil. É tão triste isso. Você só se sentir útil se seu celular estiver explodindo de afazeres”, lamenta.

Ao perceber que estava nessa bolha de tarefas incessantes, Piangers decidiu dar um basta e compartimentar o tempo com coisas importantes. O que influenciou diretamente na dinâmica pessoal e profissional.  Ele explica que duas coisas foram determinantes para que isso acontecesse: a mudança para Curitiba e o fato dele aprender a dizer “não”, assim como responder e-mails e mensagens no próprio tempo e não no tempo do outro.

Marcos Pianger e as filhas Aurora e Anita. Foto: Giselle Sauer/divulgação
Marcos Pianger e as filhas Aurora e Anita. Foto: Giselle Sauer/divulgação

“Isso refletiu diretamente na minha qualidade de vida”, enfatiza. Ao contrário da experiência da última década, quando viveu sozinho com a mulher e as filhas, a também jornalista Ana Cardoso, em Porto Alegre, Piangers agora está vivendo a rotina calculada de uma cidade que permite pequenos prazeres, como levar as crianças a pé para escola – uma em cada período – e para que esse próprio tempo se transforme em um período de exclusividade e cada uma das filhas tenha espaço para dividir com o pai  as experiências típicas de cada idade.

“Pela primeira vez eu tenho uma família grande”, comemora Piangers, que almoça com a sogra, primos, primas e agregados nos finais de semana. Da capital paranaense, enquanto frequenta os cafés e os pontos turísticos próximos ao Juvevê, bairro que escolheu morar, ele faz planos para o futuro. Um novo livro, um programa para TV aberta e as viagens para o lançamento do livro “O Papai é Pop” (Belas Letras) em várias cidades da Europa. O planejamento também inclui a organização de um programa audiovisual em que pretende reunir as experiências dos pais que se identificam ou não com a maneira com que ele cria as filhas, em que o tempo e a dedicação a elas vem sempre em primeiro plano.

“Muitos pais me mandam histórias e eu acabo aprendendo muito mais do que eu ensino. O pessoal me tirou para especialista ou autoridade do assunto, mas acho que a coisa mais interessante que me aconteceu foi a capacidade de outros pais estarem compartilhando suas história e experiências comigo e isso me prepara para o que eu vou passar no futuro”, diz. Um futuro, ele espera, de aprendizado com o presente e sem tanta “correria” .

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