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Executiva referência em liderança fala da importância da família no sucesso profissional

Janete Vaz é uma das fundadoras do Laboratório Sabin, considerado a Melhor Empresa para a Mulher Trabalhar em 2017

Janete Vaz está à frente do Sabin Medicina Diagnóstica há 33 anos. Foto: Antônio More / MorePress

Empreendedora de sucesso, bioquímica renomada, eleita pela revista Forbes como uma das mulheres de destaque no setor da saúde. A carreira de Janete Vaz fez com que ela se tornasse uma referência de liderança no Brasil.

A cofundadora do Sabin Medicina Diagnóstica esteve em Curitiba na última quarta-feira (14) para falar em evento promovido pelo MEX (Mulheres Executivas). O laboratório que ajudou a fundar há 33 anos funciona sob a batuta de duas mulheres, ela e a sócia, Sandra Soares Costa. Dos 4,3 mil funcionários, 77% são mulheres. “Eu acho que até ter muitas mulheres ainda é comum. Nosso diferencial é ter mulheres líderes. Nós temos 74% de lideranças femininas”, enumera Janete.

Não poderia ser diferente, dadas as referências que ela colecionou ao longo da vida. Natural de Anápolis, em Goiás, a bioquímica conta que sempre teve bons exemplos de mulheres próximas e, principalmente, nos valores familiares aprendidos na infância. “Minha mãe foi muito influente no momento em que ela teve coragem de sair da fazenda e ir para a cidade. Eu tinha dez anos de idade.”

O exemplo de empreendedorismo veio do pai, que obteve sucesso cuidando da fazenda da família, mas a grande inspiração foi a avó paterna, Geralda. “Minha avó era a maior vendedora da Avon de Anápolis. Então ela ganhava os maiores prêmios, geladeira, televisão. Mas ela ia ao aniversário de todos os netos, podiam morar onde fosse. Ela era uma mulher carinhosa, muito participativa.”

A executiva falou em evento do Espaço Mulheres Executivas (MEX), realizado em Curitiba. Foto: Antônio More / MorePress

Suavizar caminhos

Talvez tenha vindo desse exemplo da avó a vontade de conciliar carreira e família sem perder a essência de nenhuma delas. Coisa que Janete faz com maestria. O olhar acastanhado se ilumina em igual intensidade quando ela fala dos negócios e da relação com os filhos e netos. “Cheguei a procurar um psicólogo, porque achava que meus filhos iam cobrar mais tarde minha ausência. Eu chamava de ausência até o dia em que minha filha, Raquel, me disse ‘mãe, corrige. Não é ausência, é distância. Você sempre foi uma mãe distante, mas não ausente”.

Inspirada pela própria experiência, ela voltou-se à realidade de suas funcionárias. Fez isso implementando políticas para suavizar as dificuldades de ser mãe e trabalhar fora, por exemplo. Janete diz que, ao pensar em sua empresa, procura sempre questionar-se “o que foi importante para mim que eu acho que é importante para toda mulher? Elas não podem ser punidas por isso [por serem mães]”. Os líderes são treinados para entender que essas mulheres às vezes precisam se ausentar do trabalho por causa dos filhos.

“A empresa que entender o valor da maternidade, o poder que a maternidade tem para a construção de uma mulher, essa empresa vai sair na frente. Porque existe, por trás da maternidade, uma mudança na vida de qualquer mulher. A mulher é uma profissional antes e outra depois do filho. Quando ela tem um filho, ela tem medo de morrer, tem medo de perder o emprego, ela quer aprender, ela quer ganhar mais. Então a melhor coisa que tem é permitir que a mulher se apodere da maternidade.”

Auditório cheio para ouvir a palestra de uma das sócias do Laboratório Sabin. Foto: Antônio More / MorePress

Humanizar

Esse olhar carinhoso para as pessoas norteou as atividades do laboratório desde sua fundação. O Sabin foi pioneiro em vários pontos fundamentais para a humanização do atendimento. “A saúde era muito branca, ainda. As cores não existiam. Então fizemos um laboratório em um shopping com bastante verde e laranja”, conta a executiva. E as mudanças se estenderam para outros detalhes. Hoje há mais de 50 músicos contratados pela empresa para tornar o ambiente dos exames mais acolhedor e tranquilo.

Ao final dos procedimentos os clientes têm à disposição máquinas com produtos da Nestlé e pão de queijo. “Antigamente os laboratórios tinham uma garrafa de café e bolachas de água e sal. Mas a gente precisa entender que a parte mais sensível de qualquer pessoa é a saúde”, avalia Janete. E o cuidado se estende à própria realização e processamento dos exames. Ela diz acreditar que é importante enxergar as necessidades e a individualidade de cada uma das 15 mil pessoas que passam pelas sedes do Sabin todos os dias.

Mulheres à frente

Mas não foi fácil construir uma empresa que ganhou, em 2017, o prêmio de Melhor Empresa para a Mulher Trabalhar, pelo Instituto Great Place To Work. Muito, também, porque eram duas mulheres no comando. “Negócio de mulher ainda tinha a dificuldade de saberem que era mulher e [pensarem que] ‘mulher não sabe fazer negócio’. Mas eu acho que tudo são fases. Acho muito bacana olhar a alma feminina, a constituição da mulher nos negócios. Na nossa época nós não tivemos nenhuma executiva inspiradora”, relembra.

Trinta e três anos depois de fundar sua própria empresa, ela avalia que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a mulher alcance igualdade de condições. “É bacana ver a evolução e o quanto crescemos. Tem alguma coisa acontecendo, as mulheres do mundo inteiro estão mobilizadas nessa ação de ajudar a promover as mulheres. Estamos em um momento de discussão muito bacana, acredito que daqui a cinco anos a gente já terá alguns resultados mais favoráveis.”

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