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Como transformar cabelos, pelos e até cinzas em diamantes legítimos

Segundo especialistas, os diamantes feitos em laboratório têm as mesmas propriedades físicas, químicas e óticas dos diamantes encontrados na natureza

Os diamantes feitos com matéria orgânica estão sendo usados para marcar datas especiais, como os casamentos. Foto: Divulgação

Há dois anos, um diamante gigante foi encontrado em Botswana, na África. Ele tinha 1.109 quilates e foi considerado o maior diamante bruto do mundo. Em setembro deste ano, a pedra rara foi vendida por US$ 53 milhões (algo em torno de R$ 172 milhões). Quem quer ter um diamante para chamar de seu, no entanto, não precisa desembolsar uma quantia tão grande de dinheiro e nem precisa sair por aí procurando por um na natureza.

É possível transformar pequenas quantidades de cabelo, pelo, penas e até cinzas de entes queridos em diamantes. Segundo Sergio Lascane, gerente da empresa Vaticano Memorial Diamond, que presta esse serviço em Curitiba, os diamantes feitos em laboratório têm “as mesmas propriedades físicas, químicas e óticas dos diamantes encontrados na natureza”. A semelhança vem do processo de produção, que simula as condições naturais.

A matéria-prima do diamante é o carbono, que está presente em materiais como o cabelo, as cinzas e até mesmo as penas e pelos dos pets. Colocados sob alta pressão e temperatura, eles se transformam em puro carbono.

As condições necessárias fica em torno de 45 mil atmosferas de pressão e 1.500º C de temperatura. O processo pode levar entre uma semana e 30 dias. Durante esse período, o equipamento funciona ininterruptamente. O resultado do processo é uma pedra de qualidade igual à dos diamantes naturais.

Branco, amarelo, azul

Assim como na natureza, os diamantes produzidos em laboratório também têm cores diversas. A Vaticano trabalha com o amarelo, o azul e o branco – ou translúcido, que é o mais conhecido. O cliente escolhe a cor de sua preferência. No caso do amarelo, também é possível escolher a tonalidade da pedra. Lascane explica que os tons amarelados são conseguidos adicionando-se nitrogênio. Já o azul é obtido com a ajuda de cobalto.

“O dono de um haras fez um chaveiro com a cabeça de um cavalo desenhada. No lugar dos olhos do animal, ele colocou diamantes azuis. Ficou maravilhoso”, conta.

Para fabricar os diamantes não são necessários mais que 20 g de cabelo ou 300 g de cinzas, por exemplo. Entre o primeiro contato com a empresa e o recebimento da pedra pronta, já lapidada, podem correr até 90 dias. “Muitas pessoas estão mandando fazer pedras para comemorar datas especiais, como casamentos, aniversários e formaturas, já que é possível misturar cabelos de pessoas diferentes”, diz Lascane.

Em Curitiba, o valores para fazer um diamante artificial variam entre R$ 5,5 mil e R$ 20 mil.

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